Léo Bonatini foi um dos principais jogadores do Wolverhampton na conquista da promoção à Premier League. O atacante revelado pelo Cruzeiro chegou ao Estádio Molineux na temporada passada. Vinha de boas campanhas com o Estoril e o Al-Hilal, sem demorar a se adaptar ao futebol inglês. Ao final da jornada, disputou 43 partidas pelos Wolves, somando 12 gols e seis assistências. Porém, os reforços ao time de Nuno Espírito Santo minaram o seu espaço na primeira divisão. O mineiro disputou apenas sete rodadas na atual edição da Premier League. E acaba tomando um rumo singular, de volta à Championship: será o primeiro brasileiro a vestir a camisa do Nottingham Forest, que tenta se firmar na luta pelo acesso.

Bonatini chega ao City Ground por empréstimo firmado até o final da temporada. Às vésperas de completar 25 anos, é um acréscimo interessante ao time de Martin O’Neill. Embora possua um dos elencos mais caros da Championship, o Forest faz uma campanha morna. É o nono colocado, a quatro pontos de alcançar a zona dos playoffs de acesso. Falta regularidade aos alvirrubros, que oscilam na metade de cima da tabela, sem se estabelecer nas proximidades do acesso. Há uma cobrança considerável, até pela participação do magnata grego Evangelos Marinakis na gestão do tradicional clube. Nada que seja suficiente ao sucesso.

Titular no comando do ataque do Forest, o rodado Lewis Grabban também é o artilheiro da equipe. O jamaicano soma 14 gols, embora enfrente um incômodo jejum desde dezembro. Não à toa, o irlandês Daryl Murphy tem ganhado espaço no 11 inicial. Léo Bonatini chega para renovar as energias no ataque. Não apenas oferece mais mobilidade que Grabban e Murphy, como também poderia se associar com os veteranos. Resta saber como será sua utilização com Martin O’Neill, um treinador de futebol consideravelmente pragmático.

Ao todo, o Nottingham Forest trouxe três novos jogadores nesta janela de inverno. Além de Léo Bonatini, também emprestou o volante Pelé (Monaco) e o zagueiro Yohan Benalouane (Leicester). Mais opções a um elenco inchado, que já havia ganhado 18 jogadores no início da temporada – algo explicado pela influência do empresário Jorge Mendes nos corredores de City Ground, que também esclarece o caminho tomado pelo mineiro. Atualmente, os alvirrubros possuem 31 atletas à sua disposição, um dos cinco plantéis mais numerosos da Championship. O problema se sugere maior do que a mera adição de reforços pontuais.

Bonatini, ao menos, se mostra motivado pelo desafio. “Darei meu melhor a cada jogo e a cada treino. Quero jogar e ter este sentimento novamente. Conheço a história do clube, conheço a atmosfera aqui e sei quão duro é enfrentar o Forest no City Ground. Os torcedores são a principal parte da equipe, entrar em campo e senti-los conosco é ótimo. Espero que os jogadores possam absorver este clima”, declarou. Seu objetivo, novamente, será reconquistar a promoção com um clube histórico ao futebol inglês.