Hakan Çalhanoglu e Ömer Toprak não viajaram com a seleção turca para os jogos pelas Eliminatórias para a Euro da atual rodada internacional. Segundo comunicados oficiais, a dupla do Bayer Leverkusen está contundida e por isso não está à disposição do técnico Fatih Terim. Algo que, de tão comum, é completamente convincente. Exceto que há uma baita chance de que seja uma mentira deslavada. Na verdade, os dois estariam com medo de Gökhan Töre, que os teria ameaçado com uma arma (!) no ano passado.

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Nesta quarta-feira, Hüseyn Çalhanoglu, pai do meia-atacante do Bayer Leverkusen, confirmou, em entrevista ao jornal turco Hürriyet, uma série de informações que circularam em outubro do ano passado de que, após a derrota da Turquia para a Holanda por 2 a 0, pelas Eliminatórias para a Copa, Gökhan Töre e alguns amigos teriam invadido o quarto de Çalhanoglu e Toprak e apontado armas para o joelho e a cabeça dos dois, respectivamente, ameaçando atirar.

Com o retorno de Töre para a seleção, os dois estariam com medo de fazer parte do mesmo grupo que o jogador do Besiktas. “Perguntei ao técnico Fatih Terim: ‘O que aconteceria se alguém ameaçasse seu filho com uma arma? O Hakan e o Ömer não vão jogar novamente com o Töre no time”, disse Hüseyn Çalhanoglu. O filho desmentiu o pai em seguida: “O fato de que eu não posso estar com a seleção não tem nada a ver com o incidente daquela vez. Não fui com a seleção porque tenho uma lesão na panturrilha”.

Com apenas 22 anos, o que não falta são histórias de confusão para Töre. Em abril deste ano, por exemplo, desfalcou o Besiktas após passar por cirurgia no ombro. O motivo? Levou um tiro no local durante uma briga em uma balada turca. O atleta até tem qualidade, mas será que vale a pena abrir mão de dois outros jogadores, sendo Çalhanoglu uma grande promessa que já se destaca no Campeonato Alemão? A melhor decisão possível nesse caso parece óbvia. Vai ver o próprio Fatih Terim tem medo de Töre.