O mistério terminou quando o Real Madrid anunciou que o próximo emprego de Zinedine Zidane seria muitíssimo parecido com o antigo emprego de Zinedine Zidane. Eventualmente, porém, ele treinará outro time e, na opinião do atual campeão do mundo Didier Deschamps, esse time tem tudo para ser a França. 

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“Um dia ele terá um papel a desempenhar e assumirá este emprego. Não sei quando. Poderia já ter acontecido, pode acontecer depois. Não sei. Mas parece lógico para ele, como foi para mim. Mas não acho que é uma questão para ele no momento. Nem para mim”, afirmou, ao L’Equipe. 

Nesta sexta-feira, a seleção francesa começa a sua caminhada rumo à Euro de 2020, contra a Moldávia, depois de não conseguir classificação às semifinais da Liga das Nações. Deschamps disse que não é um problema motivar os seus jogadores, mesmo eles sendo os atuais campeões do mundo.

“Os jogadores estão acostumados com um contexto diferente e jogar outras competições. Mas temos muito respeito pela Moldávia. O público estará apoiando-os, eles sabem disso. Não pode ser uma desculpa, já estivemos nesse tipo de situação. Não temos que nos adaptar. Temos que lidar com isso”, afirmou. 

Ele também mencionou alguns jogadores individualmente. Disse que Lemar está precisando fazer coisas diferentes no Atlético de Madrid, em relação ao Monaco, com mais ênfase em defender. Demonstrou confiança nos zagueiros Samuel Umtiti e Raphael Varane, apesar de certas dificuldades por seus clubes, e comemorou o retorno de Kingsley Coman, depois de um longo tempo lesionado. 

“Ele traz suas próprias habilidades. Ele pode jogar nos dois lados. Se ele não esteve conosco, foi por causa de uma séria lesão. Mas, antes da Euro e durante ela, ele já tinha essas qualidades. Ele amadureceu também, está mais decisivo. Antes, ele pensava especialmente em marcar. Agora, pensa em mais coisas do que isso”, encerrou.