Thierry Henry tem todos os ingredientes para ser um grande treinador de futebol, afirmou seu ex-comandante Arsène Wenger, depois de o ex-jogador de 41 anos ser anunciado como o novo técnico do Monaco, seu primeiro trabalho com a prancheta em um time principal. Ex-companheiro de equipe e atual treinador campeão do mundo, Didier Deschamps também depositou confiança nos predicados de Henry.

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“Boa escolha. Ele tem muita credibilidade”, disse Wenger, que promoveu a estreia de Henry no Monaco e, mais tarde, contratou-o da Juventus para o Arsenal. “Ele é muito inteligente e entende futebol. Como muitos jogadores desse alto nível, ele tem todos os ingredientes. Claro que você sempre precisa de um pouco de sorte e uma boa atitude. Tem que sacrificar muita coisa. Basicamente, você tem que sacrificar toda a sua vida”.

Por enquanto, Wenger ainda não encontrou um novo emprego, após deixar o Arsenal, ao fim da última temporada. E não está realmente muito preocupado com isso, por enquanto. Neste fim de semana, ele foi um dos convidados da partida de despedida de Per Mertesacker. “Tenho trabalhado como técnico há 35 anos sem pausas, então descansar por dois ou três meses não é tão ruim. Mas quando trabalharei novamente e onde trabalharei, eu não sei”, disse.

Deschamps, campeão do mundo pela França, foi companheiro de Henry na seleção e também começou sua carreira de treinador no Monaco. “Eu liguei para ele e desejei boa sorte”, contou, ao Telefoot. “Nós nos damos bem. Não dei nenhum conselho, mas, se ele precisar de uma opinião, eu a darei. Ele tem tudo para ser um bom técnico. Ele esperou o momento certo, conhece muito bem o Monaco. Ele terá momentos difíceis. Minha primeira temporada no banco monegasco foi complicada. Ele terá a responsabilidade de ser o número um, não é a mesma coisa que ser assistente. A relação com os jogadores é diferente”.

Outros ex-companheiros também deram seus pitacos sobre a nova carreira de Henry. Robert Pirès está otimista porque Titi (apelido carinhoso) “sabe tudo sobre futebol”. William Galas acrescenta: “Quando ele era jogador, conhecia cada atleta da Ligue 1 e da Ligue 2 e das divisões nacionais, então ele é alguém realmente interessado em futebol, seja na França, na Europa ou no resto do mundo. Ele só precisa da oportunidade certa”.