Antonio Conte deu uma aula de administração de elenco esta semana. Deixou Eden Hazard e Diego Costa, dois dos jogadores mais importantes do Chelsea, no banco de reservas da semifinal da Copa da Inglaterra, contra o Tottenham, no último sábado. Assustou os torcedores, correu o risco de desagradar duas estrelas das quais depende bastante e aumentou a pressão sobre si em caso de eliminação. Mas sentiu que precisava descansá-los. Colocou a dupla em campo nos minutos finais, e Hazard transformou o empate na vitória que levou os Blues à final. Nesta terça-feira, descansados, o belga e Costa comandaram a vitória enfática, também por 4 a 2, sobre o Southampton.

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Outra boa decisão foi ter começado com Fàbregas no lugar de Pedro contra os Saints. O meia espanhol também estava fresco, com apenas uma hora de jogo nas últimas três partidas, e aos 5 minutos, acionou Diego Costa dentro da área. O atacante esperou o momento certo para rolar, e Hazard completou para fazer 1 a 0. O Southampton respondeu marcando com Oriel Romeu, que contou um pouco com a sorte: o cruzamento de Gabbiadini desviou em Courtois e caiu aos pés do ex-jogador do Chelsea. Este foi o 11º jogo seguido em que a equipe de Conte foi vazada pela Premier League.

Se a solidez defensiva parece artigo arqueológico neste momento, o Chelsea compensou com força no ataque. Encerrou um primeiro tempo complicado com um gol arrancado na marra. Depois de escanteio, Kanté apareceu na intermediária e lançou a bola na área. Marcos Alonso escorou de cabeça, e Cahill empurrou para as redes, enquanto Diego Costa tentava armar o voleio.

Logo no começo do segundo tempo, Fàbregas acionou Diego Costa mais uma vez, agora cruzando da ponta direita, com precisão cirúrgica, na cabeça do atacante íbero-brasileiro. O quarto gol foi uma pintura: Costa saiu da ponta esquerda, tabelou com Hazard, tabelou com Pedro, entrou na área e bateu no canto. Todos os toques de primeira. Marcou duas vezes no mesmo jogo apenas pela segunda vez nesta Premier League. A outra foi na quarta rodada, no começo de setembro.

Foi uma vitória enfática do Chelsea, contra um adversário que costuma ser osso duro de roer. Primeiro, porque superou um primeiro tempo complicado para vencer com folgas no segundo, apesar do gol de Bertrand, nos minutos finais. Segundo, porque dá a resposta ao Tottenham na rodada seguinte a ver a sua diferença cair para quatro pontos. A responsabilidade de manter a briga pelo título aberta está toda em cima dos Spurs, que encaram o Crystal Palace, fora de casa, nesta quarta-feira.