Derrota para o Liverpool deixou Gasperini preocupado: “Não temos mais a mesma intensidade”

A derrota para o Liverpool na última terça-feira deixou Gian Piero Gasperini preocupado. A Atalanta criou chances e foi perigosa, mas teve sua defesa facilmente batida pelo veloz ataque vermelho e perdeu por 5 a 0. Segundo o treinador, sua equipe está devendo em intensidade e esse tem sido um problema recorrente.

O começo de temporada da Atalanta tem sido uma montanha-russa. Começou goleando três adversários, incluindo a Lazio, mas levou um pesado 4 a 1 do Napoli. Depois de golear o Midtjylland, perdeu da surpreendente Sampdoria, por 3 a 1, dando início a uma breve sequência de apenas uma vitória, contra o Crotone, em quatro partidas.

Segundo Gasperini à Sky Sport Italia, quando a sua equipe perdeu do Manchester City por 5 a 1 ano passado, em um jogo no qual o placar foi até menos representativo do que foi a partida, ele tinha certeza que conseguiria melhorar. Agora, porém, ficou assustado com a discrepância em relação ao Liverpool.

“A diferença foi muito grande. Também precisamos pensar sobre os aspectos tático e estrutural para enfrentar esse tipo de jogo. Enfrentamos o Liverpool com a confiança de que conseguiríamos resistir e ser perigosos, mas houve uma diferença muito grande e eles foram fortes demais para nós. Não temos mais a mesma intensidade e temos que pensar sobre como lidar com esse tipo de adversário”, afirmou.

“Também vemos isso na liga, que fomos incapazes de manter certas intensidades. Precisamos levar isso em consideração e fazer as avaliações necessárias”, completou.

O primeiro sinal de alerta para Gasperini foi contra o Ajax, que chegou a abrir 2 a 0 aos 38 minutos da etapa inicial antes de levar o empate. “Nós nos arrumamos, com méritos, mas ainda não encontramos o próximo nível. Mesmo em anos anteriores, fizemos algumas mudanças que nos ajudaram. Sem dúvida, estamos sofrendo muitos gols e marcando menos, independentemente do valor do adversário. Esperamos encontrar soluções novamente”, disse.

E evidentemente, para uma equipe com recursos mais modestos como a Atalanta, o calendário condensado cobra um preço alto. “Jogar a cada três dias custa muita energia, com um campeonato em que todos os jogos são complicados. Os times que jogam as copas precisam considerar isso no orçamento, mas não pode ser um álibi e precisamos nos colocar na condição de jogar em alto nível continuamente”, encerrou.

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