O Japão divulgou nesta segunda-feira a sua desistência de ser sede da Copa do Mundo Feminina de 2023. Com isso, a candidatura conjunta de Austrália e Nova Zelândia fica como favorita para ganhar o direito de receber o evento, com a Colômbia como única adversária. A votação será nesta quinta-feira, 25 de junho.

O Brasil já tinha desistido da candidatura antes por falta de apoio do governo. A CBF já tinha indicado que apoiaria a candidatura da Colômbia, de forma que o Mundial venha para a América do Sul pela primeira vez. Só que a grande favorita é mesmo a candidatura conjunta de Nova Zelândia e Austrália, que recebeu a maior pontuação na avaliação oficial, à frente do Japão e da Colômbia – o Brasil desistiu antes da avaliação ser feita.

O Japão é uma potência no futebol feminino e foi campeão mundial na Copa do Mundo de 2011. O país nunca sediou a edição feminina, mas foi sediou a masculina em conjunto com a Coreia do Sul em 2002. A China sediou duas vezes a competição (1991 e 2007), os Estados Unidos outras duas (1999 e 2003). Também foram sede a Suécia (1995), Alemanha (2011), Canadá (2015) e França (2019). A Copa de 2023 será a primeira com 32 equipes, não mais as 24 das últimas duas edições.

A Copa do Mundo 2019, realizada na França, foi vencida pelos Estados Unidos e teve recordes de audiência e se tornou um evento ainda mais atraente. Por isso, pela primeira vez a escolha da sede passou a ser com uma votação dentro do Conselho da Fifa – um sistema similar ao que acontecia com as Copas do Mundo masculina até a escolha das sedes das Copas 2018 e 2022, realizadas em 2010.

O sistema foi alterado para dificultar a corrupção, uma suspeita justamente para a escolha da Rússia e Catar para sediar 2018 e 2022. Atualmente, a escolha da sede da Copa do Mundo masculina é feita com a votação de todas as federações filiadas à Fifa, de forma que comprar votos se tornou bem mais complicado, uma vez que são 211 membros. No feminino, o Conselho da Fifa é usado, com seus 37 membros, incluindo de todas as Confederações filiadas.

A decisão da sede da próxima Copa do Mundo Feminina, em 2023, será realizada nesta quinta-feira, 25, em uma audiência virtual do Conselho da Fifa. Tudo indica que será na Nova Zelândia/Austrália, mas tudo dependerá de como correrá a votação.