Depois de Van Dijk, Liverpool perde Joe Gomez por lesão durante “parte significativa” da temporada

Os problemas de Jürgen Klopp para escalar sua defesa haviam começado em 17 de outubro, quando o Liverpool perdeu Virgil van Dijk por lesão no joelho no clássico contra o Everton. Agora, eles acabam de se agravar. O clube divulgou uma nota em seu site oficial confirmando que Joe Gomez, que se contundiu durante treinamento da seleção inglesa na quarta-feira (11), teve que passar por cirurgia e perderá “parte significativa” do restante da temporada 2020/21.

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Gomez vinha sendo o principal nome da defesa, fazendo dupla de zaga com parceiros alternados desde a contusão de Van Dijk, que teve que passar por cirurgia no ligamento cruzado anterior e deve ficar de fora por mais cinco meses pelo menos. A lesão de Gomez é menos grave que a do neerlandês. Ainda assim, sem revelar a duração da recuperação, o clube falou que o problema deverá “descartá-lo por parte significativa” do resto da temporada atual.

Van Dijk e Gomez não foram os únicos a sofrerem com problemas físicos na defesa dos Reds neste início de campanha. Trent Alexander-Arnold teve que ser dispensado da atual data Fifa por problemas na panturrilha, assim como Fabinho, enquanto Alisson e Matip também perderam alguns jogos por contusão recentemente.

O Liverpool, aliás, é a segunda equipe da Premier League com mais lesões de mais de dez dias de duração até o momento na atual temporada: 15 contra 16 do Manchester City, que lidera o quesito.

O problema das lesões aumentou notavelmente em meio ao calendário apertado desde o reinício da temporada passada, após a paralisação de três meses por causa do Coronavírus. Especialistas já indicavam que os atletas sofreriam com a carga de treinos e partidas em menor intervalo de tempo e com as férias encurtadas, e as previsões têm se confirmado. Nas oito primeiras rodadas da atual campanha da Premier League, houve um aumento de 16% no número de contusões em comparação com o mesmo período da temporada passada.

A tendência é que os problemas se intensifiquem no decorrer do ano, e, no caso da Premier League especificamente, isso deverá ser exacerbado devido ao fato de os clubes terem votado contra o uso de cinco substituições por partida, sob o argumento de que isso daria vantagem competitiva aos clubes mais ricos e com elencos mais recheados. Embora seja verdade, agora mesmo os clubes menores vêm sofrendo com lesões e atletas desgastados. Não tem como fugir.

Como resolver isso? Na situação atual, tudo o que dá para fazer é tentar remediar, e neste cenário algumas figuras já aparecem mudando de ideia sobre o número de substituições. Na semana passada, por exemplo, David Moyes, técnico do West Ham, reconheceu ter errado em seu julgamento sobre a medida: “Embora ainda ache que ela beneficia os elencos maiores e os clubes com maiores orçamentos, eu consideraria a mudança novamente”.

Em teoria, os clubes poderiam entrar em acordo para realizar uma nova votação. Mas, como na consulta anterior, serão precisos 14 votos favoráveis para colocar a nova velha medida em prática.

Quanto ao Liverpool, Klopp terá que montar pelos próximos meses uma defesa a partir das seguintes opções: Joel Matip (29 anos), Nathaniel Phillips (23), Rhys Williams (19), Sepp van den Berg (18), além de improvisar jogadores como Fabinho no setor. Talvez seja uma boa ideia ir às compras em janeiro.