A última vez que Lionel Messi foi visto com a camisa da Argentina foi na Arena Corinthians, em São Paulo, quando jogou a disputa de terceiro lugar contra o Chile. Naquele dia, o camisa 10 e capitão argentino deu declarações pesadas ao justificar por que não tinha comparecido à premiação em campo, depois da vitória que garantiu o terceiro posto da Copa América à seleção albiceleste. Acusou a Conmebol de beneficiar o Brasil e ainda falou que não queria “fazer parte dessa corrupção”. Recebeu multa de US$ 50 mil e três meses de suspensão. Isso acabou. O jogador do Barcelona foi incluído na lista do técnico Lionel Scaloni para os amistosos contra Uruguai e Brasil, dois rivais. Voltou também Sergio Agüero.

O jogo contra o Brasil será no dia 15 de novembro contra o Brasi; em Riade, na Arábia Saudita. Depois, no dia 18, joga contra o Uruguai em Tel Aviv, Israel. Será a última data Fifa antes do início das Eliminatórias da Copa rumo ao Catar 2022, que terá sua primeira rodada em março de 2020.

Os argentinos esperam uma caminhada um pouco mais tranquila em relação à última campanha, quando precisou que Messi jogasse levando nas costas o time então dirigido por Jorge Sampaoli na reta final da campanha e levando o time à Rússia. Por lá, em meio a instabilidades dentro do elenco, a Argentina perdeu da França nas oitavas de final.

Messi tem 68 gols pela seleção argentina em 136 partidas disputadas. Além da seleção principal, Messi marcou dois gols em cinco jogos com o time sub-23, quando foi campeão olímpico, em 2008, e 14 gols em 18 jogos pelo time sub-20, categoria no qual foi campeão do mundo, em 2005, sendo artilheiro e melhor jogador.

O que segue faltando a Messi é um título no time principal. Passou perto em 2014, perdendo a final da Copa do Mundo para a Alemanha na prorrogação, e ainda perdeu duas finais seguidas de Copa América, em 2015 e 2016. Na Copa América de 2019, perdeu do anfitrião Brasil na semifinal, com muitas reclamações sobre arbitragem. Um dos momentos que Messi reclamou muito que o VAR não foi usado e que isso beneficiou o Brasil.

Sergio Kun Agüero também está de volta para a seleção argentina, outro que estava ausente desde a Copa América. Mas há também novidades. Nehuén Pérez, que está no surpreendente Famalicão, de Portugal, terceiro lugar na liga do país. O zagueiro, de 19 anos, foi formado no Argentinos Juniors e vendido ao Atlético de Madrid em 2018, mas emprestado ao próprio Argentinos Juniors na temporada passada. Nesta, foi emprestado ao Famalicão e tem ido bem por lá.

Nenhum jogador do River Plate foi convocado, algo que foi combinado entre a AFA e o clube. Aparece um jogador do Boca, Esteban Andrada, e outro do Vélez, Nicolás Dominguez. São os únicos do futebol local convocados. Todos os demais atuam no exterior, incluindo um que joga no Brasil, o zagueiro Walter Kannemann, do Grêmio.

Confira os convocados:

Goleiros: Agustín Marchesín (Porto-POR), Juan Musso (Udinese-ITA), Emiliano Martínez (Arsenal-ING) e Esteban Andrada (Boca Juniors);

Defensores: Juan Foyth (Tottenham-ING), Renzo Saravia (Porto-POR), Nicolás Otamendi (Manchester City-ING), Germán Pezzella (Fiorentina-ITA), Marcos Rojo (Manchester United-ING), Walter Kannemann (Grêmio-BRA), Nicolás Tagliafico (Ajax-HOL) e Nehuén Pérez (Famalicão-POR).

Meio-campistas: Guido Rodríguez (América-MEX), Giovani Lo Celso (Tottenham-ING), Leandro Paredes (PSG-FRA), Nicolás Domínguez (Vélez Sarsfield), Rodrigo De Paul (Udinese-ITA), Marcos Acuña (Sporting-POR), Roberto Pereyra (Watford-ING) e Lucas Ocampos (Sevilla-ESP);

Atacantes: Lionel Messi (Barcelona-ESP), Sergio Agüero (Manchester City-ING), Nicolás González (Stuttgart=ALE), Lucas Alario (Bayer Leverkusen-ALE), Lautaro Martínez (Internazionale-ITA) e Paulo Dybala (Juventus-ITA).