O jogo que abriu a 13ª rodada do Campeonato Italiano teve um belo jogo. A Atalanta jogou bem, foi melhor que a Juventus no primeiro tempo todo, mas viu a adversária melhorar no segundo tempo, reagir e virar o jogo para 3 a 1. Sem Cristiano Ronaldo, poupado depois de uma data Fifa desgastante, quem decidiu o jogo para o time de Turim foi Gonzalo Higuaín, autor de dois gols da equipe, com a ajuda de Paulo Dybala, autor do terceiro.

O primeiro tempo foi amplamente dominado pela Atalanta. Criou mais chances, foi mais perigosa e criou três chances para marcar. Não marcou. Foi quem mais chutou a gol, com 12 chutes a oito, e também acertou mais: cinco chutes certos contra só um da Juventus. A Juventus tinha mais a posse de bola, 55% a 45%, mas não era perigosa com ela. O bom jogo da Dea foi premiado no início do segundo tempo.

Aos 11 minutos da etapa final, a Atalanta enfim abriu o marcador. Aos 11 minutos, Musa Barrow fez a jogada pela direita, chegou à linha de fundo e cruzou alto para Robin Gosens chegar de cabeça e marcar 1 a 0. Um prêmio ao time que jogava bem até ali.

Para tentar mexer no desenvolvimento do jogo, o técnico Maurizio Sarri fez uma mudança significativa. Tirou Rodrigo Betancur, colocou Douglas Costa e tornou o time mais agressivo. Tomar o controle do jogo era difícil, mas aos poucos o time melhorou. Menos pelos jogadores que entraram, mais pela mudança na atuação do time. Mesmo assim, o empate foi sofrido.

Depois de duas tentativas, uma de Dybala e outra de Higuaín, o centroavante conseguiu finalizar de novo, a bola ainda desviou e morreu dentro do gol: foi o 1 a 1, aos 29 minutos. E os minutos finais foram movimentados. Pouco depois, aos 37, foi a vez de uma boa jogada trabalhada pela Juventus, Douglas Costa abriu para Dybala, que saiu da direita para o meio, esperou a passagem de Juan Cuadrado e passou a bola. O colombiano cruzou para o meio da área, rasteiro, e Higuaín finalizou forte, no canto, para virar: 2 a 1.

A Atalanta reclamou que a bola tocou no braço de Cuadrado no começo da jogada, quando ele deu um carrinho para defender a bola e recuperou a posse, o que é verdade. Mas como foi uma ação defensiva, nem toda mão deve ser marcada. O árbitro interpretou que não foi uma infração. O gol foi validado.

O jogo se mantinha aberto, ainda mais com os seis minutos de acréscimos dados pelo árbitro. Só que apesar da Atalanta tentar, quem fechou o jogo foi a Juve. Em contra-ataque aos 46 minutos, Dybala recebeu no mano a mano com a marcação, puxou para o pé esquerdo e finalizou, vencendo o goleiro Pierluigi Gollini: 3 a 1.

Em um jogo que sofreu, a Juventus arrancou uma vitória importante diante de um adversário que mostrou qualidade técnica para complicar. Só que não conseguiu se defender de uma Juve que melhorou na segunda etapa e foi muito mais precisa nas suas finalizações. O time de Maurizio Sarri ainda sofre, sem ser o que era com Allegri, nem conseguir ser o que os times de Sarri normalmente são. De qualquer forma, segue vitorioso.

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