A notícia é muito esperada há muito tempo. Eram milhares, milhões de seguidores fiéis esperando que isso um dia fosse acontecer. Afinal, se não ele, quem poderá dar jeito em tudo que se vê de tão problemático? Houve tempo de desesperança, alguns achando que ele nunca mais voltaria, mas esse tempo acabou. Lionel Messi voltará a jogar pela seleção da Argentina em março, segundo o diário Olé.

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A decisão foi tomada pelo próprio jogador, que não entra em campo pela albiceleste desde o fatídico jogo contra a França, nas oitavas de final da Copa. A derrota da Argentina por 4 a 3 eliminou o time do então técnico Jorge Sampaoli do Mundial. Alguns temiam que o camisa 10, capitão e astro não voltasse mais a campo com a camisa argentina. A poucos meses da Copa América 2019, que será no Brasil, Messi decidiu que é hora de retornar.

O técnico interino da seleção argentina, Lionel Scaloni, já tinha falado que estava otimista quanto à volta do astro, quando perguntado no dia do sorteio da Copa América – a Argentina está no grupo com Colômbia, Paraguai e Catar. “Seguramente falaremos com Messi dias antes da convocação de março. Como tantos companheiros, viu o sorteio, porque eu sei que é assim. Quando chegar a hora, falaremos com ele. Espero que possa estar, mas sobretudo queremos que ele seja feliz”, afirmou Scaloni. “Messi não esteve, por enquanto, não sei o que vai acontecer, mas gostaria que fosse, tenho bons sentimentos”, afirmou ainda o treinador, no último dia 24.

Messi voltará a fazer parte de um time que agora tem uma referência com Mauro Icardi, da Internazionale. E entre os jogadores da velha guarda, apenas Ángel Di Maria, do PSG, será resgatado. Nicolás Otamendi, na defesa, também estará na lista e é visto como um jogador importante. Entre os garantidos, segundo o Olé, estão ainda os goleiros Franco Armani e Agustin Marchesín; os defensores Gabriel Mercado, Germán Pezzella, Ramiro Funes Mori e Nicolás Tagliafico; os meio-campistas Leandro Paredes, Giovanni Lo Celso e Gonzalo Martínez; e os atacantes Paulo Dybala, e Lautaro Martínez.

A decisão de Messi de voltar foi muito avaliada pelo craque do Barcelona. São 214 dias desde o jogo contra a França e sempre que deu entrevistas, o jogador pediu para não tocar nesse assunto. Não queria dizer algo que se arrependeria. Na Copa América de 2016, chegou a dizer que se aposentaria da seleção, antes de retornar e classificar a albiceleste para a Copa do Mundo 2018, na Rússia. A ânsia por um título segue grande. Messi seguiu acompanhando o que acontecia na seleção e esteve em contato com Scaloni desde as primeiras partidas. Sabendo que a importância de Messi seria gigantesca, o técnico nunca pressionou o jogador.

Quando Messi voltar a jogar pela Argentina, no dia 22 de março, contra a Venezuela, em Madri, serão quase nove meses desde o último jogo, o maior hiato do jogador sem vestir a camisa da seleção. Será o primeiro contato de Messi com o novo grupo argentino, além da primeira vez que trabalhará com o novo técnico. Depois, no dia 26, haverá outro jogo contra Marrocos, em Rabat. Messi sabe que muitos dos companheiros de seleção nos últimos anos não estarão mais no grupo. Messi não quer que a sua última imagem seja cabisbaixo, saindo de campo após a derrota contra a França, na Kazan, na Rússia. Ele voltou, e um retorno para lá de esperado.