A Conmebol terá um novo presidente em breve. Alejandro Domínguez, presidente da Federação Paraguaia de Futebol, foi o escolhido pelos dirigentes e dará continuidade a uma dinastia de três paraguaios no cargo. Nicolás Leoz, ficou no cargo de 1986 a 2013, e Juan Ángel Napout, que ficou no cargo até 2015. Os dois foram indiciados no Fifagate pelo FBI. E caíram. Os dirigentes, porém, já articulam um novo presidente. O interino Wilmar Valdez, que é uruguaio e assumiu após a renúncia de Napout, não concorrerá ao cargo. Domínguez não terá oposição e será eleito.

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Valdez, o presidente interino, não tinha apoio de outras federações e, por isso abrirá mão do cargo. Tentará, junto à AUF, a Federação Uruguaia de Futebol, ter a terceira indicação da Conmebol na Fifa. O apoio de diversas federações foi costurado sem muitos problemas. A partir da indicação de Fernando Sarney, do Brasil, para o Comitê Executivo da Fifa, substituindo Maro Pólo Del Nero, o Brasil apoiou imediatamente o paraguaio.

Na Argentina, a história foi parecida: a AFA terá o outro representante da Conmebol na Fifa e o país ainda manterá a secretaria-geral da entidade. O cargo, aliás, era exercido por José Luis Meiszner até o dia 3 de dezembro, quando o argentino, ex-presidente do Quilmes, se entregou ao FBI. Ele foi mais um preso no Fifagate.

Assim, Argentina e Brasil apoiam Domínguez. A deleção sul-americana em Zurique deve ser, portanto, de um brasileiro, um argentino, um uruguaio e o presidente, que será paraguaio. A reunião que houve nesta segunda-feira, em Assunção, ratificou que Domínguez será o candidato único. Isso mesmo: sem oposição. Parece que os dirigentes não aprendem mesmo.

Só que as definições das reuniões entre os dirigentes nesta semana pode ter outro ponto importante: a reclamação dos clubes por mais dinheiro relativo à Copa Libertadores. Os clubes reclamam que o aumento dado nesta temporada foi de apenas 40%, enquanto o aumento dos direitos de TV da competição aumentaram quase 200%. Segundo o Canchallena, os clubes irão pedir um esclarecimento em relação a esses números e mais: irão pedir que a Conmebol abra mão da taxa de 10% da renda de todos os jogos internacionais das competições da Conmebol. Uma reclamação que não é só dos clubes brasileiros, como se vê.