De um mero desconhecido para boa parte dos torcedores sul-americanos a maior objeto de cobiça de 2017. Miguel Borja viveu um 2016 transformador. Passou os primeiros meses no modesto Cortuluá, após infelizes passagens por Livorno e Independiente Santa Fe em 2015. Já nos últimos meses, se tornou a principal referência do ataque do Atlético Nacional, campeão da Libertadores e finalista da Sul-Americana, e uma das novas apostas de José Pékerman para a seleção colombiana. Não à toa, recebeu o tradicional prêmio de Rey de América, oferecido desde 1986 pelo jornal uruguaio El País ao melhor jogador atuando no continente.

O desempenho estrondoso nas campanhas continentais teve enorme peso para Borja receber a honraria. Foram 11 gols anotados em 12 partidas. O centroavante chegou a Medellín para a reta final da Libertadores e amassou o São Paulo, antes de garantir o título diante do Independiente del Valle. Já no segundo semestre, voltou a ser decisivo na Sul-Americana, especialmente nas classificações diante de Coritiba e Bolívar. Valeu a premiação, com o peso extra da artilharia do Apertura do Campeonato Colombiano, quando ainda estava no Cortuluá.

Para faturar o troféu, Borja superou Gabriel Jesus. O atacante do Palmeiras, destaque também na seleção brasileira, foi o segundo colocado na votação feita por jornalistas. Recebeu apenas nove votos a menos que o colombiano. Completando o Top 5, outros três jogadores do Atlético Nacional: Alejandro Guerra, Franco Armani e Macnelly Torres. Ao todo, oito atletas do elenco verdolaga em 2016 foram votados. Gabriel Jesus foi o único brasileiro, enquanto cinco futebolistas que atuaram no Brasil foram citados – além do ex-palmeirense, também Lucas Pratto, Yerry Mina, Christian Cueva e Paolo Guerrero.

Criado em 1971, pelo jornal venezuelano El Mundo, e assumido 15 anos depois pelo uruguaio El País, o prêmio de Rey de América reúne os votos de 310 jornalistas esportivos de diferentes cantos do continente. Borja é o terceiro colombiano a receber a condecoração, depois de Carlos Valderrama (1987 e 1993) e de Teo Gutiérrez (2014). O uruguaio Carlos Sánchez, campeão da Libertadores de 2015 com o River Plate, era o atual vencedor. O último brasileiro a ser premiado foi Ronaldinho Gaúcho, em 2013.

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