Jogar cinco Copas do Mundo na carreira é algo que poucos jogadores na história conseguiram. Antonio Carbajal, goleiro mexicano, foi um deles (1950, 1954, 1958, 1962 e 1966). Outro foi Lothar Matthäus, da Alemanha (1982, 1986, 1990, 1994, 1998). Rafa Márquez entrou para este clube em 2018. Foi a quinta Copa do Mundo do zagueiro e volante (2002, 2006, 2010, 2014 e 2018). Aos 39 anos, jogou a Copa do Mundo na Rússia, inclusive sendo titular no jogo das oitavas de final, que o México foi eliminado pelo Brasil. Como esperado, anunciou a aposentadoria do futebol profissional.

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“Foram 22 anos que eu me senti muito satisfeito, fiz muitos sacrifícios, esforços, erros, escolhas inteligentes e, como resultado delas, ter causado tristeza, às vezes decepção, mas principalmente, muita alegria”, afirmou Rafa Márquez, que defendeu o Atlas na última temporada. “Eu quero agradecer a todos os torcedores que me mostraram afeto ao longo dos anos. Eles são e continuarão sendo meu incentivo para dar o meu melhor, no que quer que eu faça, onde quer que eu esteja”, continuou o agora ex-jogador.

Rafa Márquez estreou pela seleção mexicana em 1997 e são 21 anos de El Tri. “É um dia muito especial para mim, depois de perder o meu pai e como tem sido difícil para mim chegar a esse ponto”, afirmou o jogador quando entrou no primeiro jogo do México na Copa, contra a Alemanha, quando se igualou à marca de cinco Copas jogadas. “Contudo, eu fiz isso com a cabeça erguida e eu dei minha pequena contribuição para o sucesso maior do time”.

Márquez pendura as chuteiras, mas segue no futebol. Será diretor do Atlas, clube que defendeu na última temporada e pelo qual se formou profissionalmente, em 1996. “Este não é um adeus, é um até logo. Futebol: me deu tanto que há muito para devolver; é impossível fugir, por isso sempre estarei ligado a ti”, escreveu Márquez em seu comunicado de despedida.

Rafa Márquez teve muitos problemas nos últimos anos, como contamos no texto sobre o México no Guia da Copa 2018. Sua relação com o narcotráfico ainda é suspeita para a justiça dos Estados Unidos. É algo que o cidadão Rafael Márquez terá que lidar nos próximos meses e anos. O jogador encerrou o seu capítulo nesta Copa do Mundo de 2018, depois de uma carreira muito bem-sucedida nos clubes.

Depois de se formar no Atlas em 1996, foi para o Monaco, na França, em 1999, onde foi campeão francês e também da Copa da Liga. Em 2003, foi para o Barcelona e vive uma das melhores fases da carreira. Ficou até 2010 e empilhou títulos e boas atuações. Foram quatro títulos de La Liga, uma Copa do Rei, duas Champions League e um Mundial de Clubes.

Em 2010, deixou o clube espanhol para atuar pelo New York Red Bulls, nos Estados Unidos. Ficou por lá mais dois anos antes de voltar à terra natal para jogar pelo Leon, de 2012 a 2014, conquistando dois títulos no país. Em uma temporada, voltou à Europa para defender o Verona em 2014/15. Por fim, voltou ao futebol mexicano em 2016 para atuar no clube que o formou e se aposentou em maio de 2018.

Pela seleção mexicana fez 146 jogos, tendo a Copa das Confederações de 1999 como um destaque. Ganhou também a Copa Ouro em 2003 e 2011. Deixa uma história de cinco Copas do Mundo e participações importantes. O time sempre chegou às oitavas de final, mas também sempre caiu nessa fase, criando uma expectativa pelo quinto jogo.

Rafa Márquez continuará a carreira no futebol como diretor do Atlas, onde se sente em casa.