O River Plate vinha de uma semana incômoda. Com reservas, estreou perdendo na Libertadores para a LDU Quito. A prioridade era dada ao Campeonato Argentino e, com um tropeço em Tucumán, os millonarios deixaram a taça escapar. Assim, o time de Marcelo Gallardo aproveitou o compromisso desta quarta-feira para se reerguer. E quem sofreu foi o Binacional: o River aplicou uma inapelável goleada por 8 a 0 no Monumental de Núñez, desafogando suas mágoas.

Desde os primeiros minutos, o River Plate começou bombardeando o Binacional. E os millonarios chegaram a desperdiçar uma porção de gols quando o placar estava zerado. Aos 15, Nicolás de la Cruz teve um pênalti defendido pelo goleiro Raúl Fernández. Depois, aos 30, Nacho Fernández acertaria a trave em chute de longe. Já aos 34, os millonarios falhariam em mais um penal, desta vez com Fernández carimbando o travessão. Somente aos 37 é que veio o primeiro tento, com Milton Casco explorando a debilidade da marcação.

Se o primeiro tempo terminou econômico, com a diferença mínima no placar, a etapa complementar guardou um massacre. E o River Plate parecia insaciável. Rafael Santos Borré anotou o segundo, aos nove, após presente de Matías Suárez. A partir de então, a porteira não fecharia mais. Aos 13, Jorge Carrascal deixou o seu, logo após sair do banco. Já aos 29, Nacho Fernández finalmente se reconciliou com as redes, ao completar de peixinho.

Contra um adversário entregue, o River Plate emendou mais quatro gols nos 15 minutos finais. Robert Rojas assinalou o quinto, aos 33, em cabeçada desviada. O sexto foi o mais bonito, aos 35, num chutaço cruzado de Paulo Díaz. Como se não bastasse o vareio ao Binacional, o goleiro Raúl Fernández se lesionou e, com as três substituições já realizadas, Dawlin Leudo precisou ser improvisado na meta. Então, Matías Suárez se encarregou do sétimo aos 42, enquanto Nacho Fernández encerrou o atropelamento nos acréscimos. Ao todo, foram 33 finalizações do River, 17 delas no alvo. Dá até para dizer que Fernández evitou um placar mais elástico.

Apenas duas vitórias na história da Libertadores tiveram uma diferença no placar maior do que oito gols. E o mais recente 8 a 0 na competição continental veio do próprio River Plate, sobre o Jorge Wilstermann em 2017. Demolidor, o time de Marcelo Gallardo recobra sua confiança e seu próprio favoritismo no torneio. Soma três pontos no Grupo D, brigando pela liderança na equilibrada chave.

Classificações Sofascore Resultados