Foram nervosos os minutos finais da vitória do Liverpool, por 1 a 0, sobre o Brighton. Salah havia perdido a chance de matar a partida, o que geralmente é punido no outro lado do gramado. Os donos da casa tinham a bola e pressionavam, mas, olhando para as estatísticas, o medo do torcedor visitante era mais aparente do que real. Alisson não precisou fazer uma defesa no triunfo que deixa os Reds com sete pontos na liderança da Premier League e encerra uma curta sequência de duas derrotas seguidas, em todas as competições.

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Impressiona a transformação da defesa do Liverpool da colcha de retalhos nas temporadas passadas para uma das mais sólidas da Europa no momento. Houve contratações importantes, como Van Dijk, contratado em janeiro do ano passado, e Alisson, mas também uma mudança de postura: em vez da aceleração total o tempo inteiro, o time de Jürgen Klopp aprendeu a administrar o ritmo a partida.

Como o meio-campo do Liverpool não esbalda criatividade, e não existe um interruptor para variar o ritmo imediatamente, não tem havido abundância de chances de gol em partidas com a dinâmica mais comum, como a deste sábado, com o adversário recuado, defendendo-se bem e buscando os contra-ataques. O Brighton dificultou bastante a vida do líder no primeiro tempo.

A melhor chance foi um desvio de cabeça do baixinho Shaqiri em um cruzamento de Alexander Arnold. Superar esse tipo de desafio depende sempre do primeiro gol. E ele veio, aos 5 minutos do segundo tempo, quando Salah fez boa jogada individual dentro da área e sofreu pênalti do estabanado Pascal Gross. O próprio egípcio converteu e chegou a 14 gols na Premier League.

O Liverpool não teve pudor de desacelerar a partida e tocar a bola com calma, o que se reflete em 70% de posse de bola e apenas três finalizações certas. Quando o Brighton avançou em busca do empate, apareceram os espaços. Roberto Firmino parou no goleiro David Button, e Salah perdeu uma chance clara, na entrada da pequena área. Enquanto isso, os donos da casa conseguiram apenas cinco arremates, todos para fora.

Este foi o 13º jogo, em 22 rodadas, que o Liverpool terminou sem ser vazado. O dado já supera duas das três campanhas anteriores sob o comando de Jürgen Klopp: foram apenas 11 clean sheets, como chamam os ingleses, em 38 partidas em 2015/16 e 12 na temporada seguinte – com 17 em 2017/18, recorde que deve ser quebrado.

A esta altura das edições anteriores da Premier League com Klopp, o Liverpool havia sofrido, da primeira à última, 28, 27 e 25 gols. Na atual, levou apenas 10, e isso tem feito toda a diferença.