Pessoas lotando as ruas de uma capital, jogo dramático, título muito comemorado. Copa do Mundo? Longe disso. Decisão de um torneio muito popular entre clubes? Que nada. Foi a decisão da Copa da Ásia sub-23, neste sábado. Disputada na China, envolvia Vietnã e Uzbequistão, duas seleções que buscavam o primeiro título da competição continental iniciada em 2013 – e tornada bienal em 2016. O Uzbequistão venceu (2 a 1), mas ela se tornou mais marcante ainda por outras duas razões. Uma dentro de campo: a forte nevasca que cobriu o campo em Changzhou. Outra, fora: a multidão que foi às ruas vietnamitas para torcer pela primeira seleção do país a decidir qualquer torneio asiático.

Diante da neve, cogitou-se até o adiamento da final, mas ela foi em frente. E seu resultado também foi decidido de modo palpitante. O Uzbequistão saiu na frente aos oito minutos: em cobrança de escanteio, Rustamjon Ashurmatov cabeceou para fazer 1 a 0. Ainda no primeiro tempo, o Vietnã empatou: em falta, Nguyen Quang Hai marcou o 1 a 1. Nenhum gol foi marcado no resto dos 90 minutos, e a decisão foi para a prorrogação. Aí, o desenrolar foi dramático: no último minuto do tempo extra, outro gol de cabeça deu a alegria definitiva aos uzbeques – Andrey Sidorov completou para dar o título continental.

O que não quer dizer que a frustração do Vietnã foi completa. Nas ruas da capital Hanói e de Ho Chi Minh, muitas pessoas acompanharam a final. E elas receberam um afago do autor do gol, Quang Hai: “Não temos palavras para qualificar os torcedores. Eles foram mais do que maravilhosos. Se chegamos até aqui, foi graças a eles, que sempre estiveram ao nosso lado”.

Por menor que seja, um torneio de final marcante – em campo e fora dele.


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