O bom filho à casa torna. Gianluigi Buffon está de volta à Juventus, um ano depois de ter saído. O clube de Turim anunciou a volta do ídolo nesta quinta-feira, com contrato de um ano, até 30 de junho de 2020. Aos 41 anos, o goleiro foi contratado e deve ser aproveitado como reserva do polonês Wojciech Szczesny, que se tornou o titular com a sua saída em 2018.

“Era 19 de maio de 2018. Esse foi o dia que quando houve lágrimas nos olhos de todo mundo, quando Gigi disse adeus para a Juventus, seus torcedores e vice-versa. Foi a despedida de alguém que era mais do que apenas um capitão, mas uma lenda e um símbolo do clube”, diz o comunicado divulgado pela Juventus. “Provavelmente cada um de nós esperava, e no final, sabia, que o fio que nos unia por tantos anos não estava destinado a se romper. E foi esse o caso”.

“Depois de um ano com o Paris Saint-Germain, onde Gigi registrou defesas em 73,5% das tentativas, ganhou 13 de 17 jogos disputados pela Ligue 1 e adicionou um título francês com uma Supercopa à sua incrível galeria de troféus, Gigi oficialmente retorna à Juventus. Buffon está de volta para casa”, diz ainda o site do clube italiano. Foram 25 jogos pelo PSG na temporada passada.

Segundo o Football Italia, Buffon deve ter a opção de permanecer na Juventus após o fim do contrato com um cargo diretivo. Além disso, é mais uma oportunidade para o goleiro conquistar a Champions League, um dos poucos títulos que ele jamais conseguiu conquistar – perdeu três finais do torneio.

Ao menos o retorno de Buffon permite que ele encerre a carreira de forma mais natural e mais próximo do que deveria ser. Buffon era especulado no Porto, já que Iker Casillas se aposentaria após o problema cardíaco. “Eu estou feliz por voltar”, afirmou Buffon à Sky Italia. “É um dos dias mais felizes para mim. Hoje eu tive a confirmação que a vida é realmente incrível”.

Como o número que ele usava, 1, passou a ser de Wojciech Szczesny depois que ele saiu, foi anunciado que ele jogará com a camisa 77 nesta que deve ser a sua última temporada como jogador profissional. “[Giorgio] Chiellini me ofereceu a braçadeira de capitão e Szczesny a camisa 1, mas eu voltei para devolver, não para tirar”, afirmou Buffon. “Eu pensei no número 77, ele me trouxe sorte no Parma, conta a minha história”.

Se Buffon está mesmo disposto a ficar no banco e ser um jogador de rotação do elenco, sem dúvida pode ser muito importante para dar ainda mais força ao time, que sonha alto. Maurizio Sarri foi contratado como novo técnico e certamente pode fazer bom uso da experiência de Buffon no clube para se ambientar e entender o melhor caminho. Também é uma chance de Buffon jogar, enfim, com Cristiano Ronaldo, que foi seu algoz tantas vezes. Agora, estarão do mesmo lado.