Guillermo Ochoa passou os últimos oito anos tentando se firmar no futebol europeu. Absoluto na meta da seleção mexicana, o goleiro parecia ter potencial para mais também em seus clubes, mas não conseguiu estourar em lugar algum. Rodou por Ajaccio, Málaga, Granada e Standard de Liège, com alguns brilhos, mas nada que convencesse a aposta de um time maior. E, aos 34 anos, chegou o momento para o veterano redescobrir a idolatria em sua velha casa. Por €1 milhão, Memo está de volta ao América do México.

Cria das categorias de base das Águilas, Ochoa se profissionalizou por lá e chegou à seleção graças às exibições feitas pelo clube. Com a camisa do América, o mexicano se tornou um dos melhores goleiros do continente e acumulou milagres, que garantiram seu lugar entre os grandes ídolos da torcida. Entretanto, a pretensão de alcançar o sucesso na Europa acabaram ditando as suas escolhas – um tanto quanto contestáveis, em suam. Oito anos depois, o Estádio Azteca abre seus portões novamente ao camisa 1. Retorna ao time que mais soube reconhecer o seu talento.

Além do mais, Ochoa reaparece como uma baita reposição do América. Agustín Marchesín deixou o elenco rumo ao Porto e o substituto parece ser o melhor possível àquele que vinha sendo o principal arqueiro da Liga MX. Ainda que o fim pareça mais próximo a Memo, é um dos maiores goleiros da história do país e que possui seu passado na agremiação. O entusiasmo é evidente, por tudo aquilo que simboliza.

Ochoa sempre foi um goleiro que dependeu de sua explosão física e de sua agilidade, algo que pode ser comprometido com a idade. Todavia, a titularidade indiscutível na seleção e as grandes atuações na conquista recente da Copa Ouro dão mais motivos à empolgação dos torcedores. É ver como retomará a sua liderança nas Águilas. Mais do que o peso do passado, o veterano pode continuar oferecendo muito ao presente do futebol mexicano.