Após 11 anos e 501 jogos, Daniele De Rossi não queria que a sua última aparição pela Roma fosse a derrota para a Lazio na final da Copa Itália da temporada passada. Por isso, mudou de ideia. Ele estava pensando em deixar a capital italiana, disse à diretoria que queria passar a ouvir propostas, mas precisava de outros momentos de alegria com o clube do qual é vice-capitão.

“Foi a primeira vez que falei com o clube e com o treinador que queria ouvir propostas. Nos anos anteriores, sempre recusei qualquer abordagem antes mesmo de ouvir. Este ano parecia um bom momento para sair porque houve algumas coisas ruins, mas talvez algo tenha sido foi maior que tudo. Eu não consegui aceitar que meu último jogo com a camisa da Roma fosse aquele dérbi”, afirmou o meia.

Em um dérbi muito nervoso, o primeiro de Roma valendo título na história, prevaleceu a calma da Lazio contra o nervosismo dos romanistas, principalmente o capitão Francesco Totti e o próprio De Rossi. O título ficou com uns rivais após a vitória por 1 a 0. “Eu conseguia me imaginar em qualquer outro clube do mundo, levantando qualquer troféu, mas não pensar que meu último jogo pela Roma seria aquela derrota na final da Copa Itália. Seria errado”, explicou.

Um telefone agradável do técnico Rudi Garcia, que assumiu o clube nesta temporada, também foi importante na permanência de De Rossi. “Eu percebi que ele me via como um dos jogadores dele, apesar do que o resto do mundo dizia. Ele me tratou como se eu fosse um dos caras dele. Eu gosto desse sentimento”, disse.

A Lazio ficou com a Copa Itália e a Roma ficou com De Rossi, que conquista cada vez mais o coração dos torceodores. Quem se deu mal nessa história foi David Moyes, que entrou em contato com a diretoria romanista para levá-lo para o Manchester United dias depois de o meia tomar a decisão de ficar. Foi realmente uma janela de transferências na qual deu tudo errado para o escocês, que só contratou Marouane Fellaini, do Everton.