Apenas quatro seleções foram campeãs do mundo no futebol feminino. Alemanha e Estados Unidos somam cinco títulos. Mas talvez vejamos novidades na Copa do Mundo que começou nesta sexta-feira, na França. Porque, ainda longe do ideal, ou próximo de um patamar de igualdade aceitável em comparação ao masculino, o futebol feminino deu alguns passos importantes no último ano, da profissionalização parcial ou total de algumas ligas a projetos ambiciosos e recordes de públicos em diversos países.

A ideia é corroborada por figuras importantes como a craque Lieke Martens, a ex-jogadora Mia Hamm e a treinadora da seleção americana Jill Ellis, fontes de uma reportagem particularmente otimista do Los Angeles Times, na qual identificaram países desenvolvendo a modalidade, especialmente na Europa, e um número cada vez maior de jogadoras talentosas. Nós selecionamos sete histórias que ilustram essa evolução para demonstrar que vale a pena abraçar a luta porque, embora com muito chão pela frente e em ritmo lento, ela produz resultados.

Enfim, totalmente profissional

Lucy Bronze, da seleção inglesa feminina e ex-atendente do Dominos (Foto: Getty Images)

Tinha muita coisa rolando na vida de Lucy Bronze no começo da década. Ela estava na faculdade e jogava futebol pelo Everton, mas precisava complementar a renda trabalhando em uma franquia da Dominos e em um bar. Pelo menos, levava pizza quase todas as noites para o apartamento no qual morava com outra seis ou sete garotas. Naquela mesma época, em 2011, foi organizada a primeira edição da Superliga Feminina na Inglaterra, mas oito equipes eram praticamente semi-profissionais.

Bronze saiu do Everton para o rival Liverpool e chegou ao Manchester City, em 2014. Um ano depois, brilhou na Copa do Mundo do Canadá e ganhou notoriedade, assinando com o Lyon, em 2017. Atualmente, a lateral direita é uma das melhores jogadoras inglesas e do mundo, bicampeã europeia e duas vezes nomeada ao prêmio da Fifa. E o melhor de tudo é que, se um dia quiser voltar a trabalhar em seu país, finalmente encontrará uma divisão completamente profissional.

A Federação Inglesa, em setembro de 2017, tomou a iniciativa de reestruturar as licenças para a temporada 2018/19 da Superliga Feminina, e uma das exigências era o profissionalismo, por meio de contratos de, no mínimo, 16 horas por semana, subindo para 20 em 2020/21. Além disso, um valor mínimo de investimento para cada clube, Fair Play Financeiro e, obrigatoriamente, categorias de base.

A expectativa era que entre oito e 14 clubes fossem aprovados. Foram 11, formando uma nova primeira divisão: Arsenal, eventualmente o campeão, Manchester City, Chelsea, Birmingham, Reading, Bristol City, West Ham, Liverpool, Brighton e Everton. O último integrante foi Yeovil Town, rebaixado na lanterna com três pontos negativos, depois de perder 10 porque entrou em falência, em março. Em processo parecido, o Manchester United reformulou seu time feminino e entrou na segunda divisão, rebatizada de Championship, e conseguiu o acesso, ao lado do Tottenham, completando 12 times na próxima temporada da elite.

Ainda há muito o que fazer porque a média de público foi de aproximadamente 1.000 pessoas. Um dos problemas é que os times femininos atuam, em média, a 20 quilômetros dos estádios principais de seus clubes. Em três casos, a distância passou dos 30 quilômetros. Isso fez o técnico Phil Neville pedir que os clubes abram as portas de Anfield ou do Emirates para o jogo das mulheres, a exemplo de outros clubes ao redor da Europa. A FA colocou em ação algumas medidas, como auxílio de publicidade para promover os grandes jogos da temporada e um sistema de bônus que premia o aumento percentual de público.

Quando a temporada estava chegando ao fim, uma boa notícia: o banco Barclays, que já batizou a Premier League, anunciou um patrocínio de três temporadas, avaliado pelo Guardian em £ 10 milhões, e um prêmio de £ 500 mil para os times, dividido de acordo com as campanhas. Será a primeira vez que haverá prêmio financeiro para a Superliga Feminina.

Antes tarde do que nunca

O novo time feminino da Internazionale com a taça da Série B no San Siro (Foto: Getty Images)

Quando, em 2015, o presidente da Lega Nazionale Dilettanti, Felice Bellolli, disse em uma reunião do conselho, cuja pauta era o financiamento do futebol feminino, que “não dava para falar o tempo inteiro sobre dar dinheiro para aquele monte de lésbicas”, ficou um pouco explícito que a categoria estava abandonada na Itália. Porque a organização comandada por Belolli, forçado a renunciar e criticado até por Carlos Tavecchio, ele próprio responsável por ofensas racistas, homofóbicas e antissemitas, organiza o futebol amador do país e, naquela época, isso significava também as ligas femininas.

Uma pesquisa publicada pelo site italiano Eurosport, em 2015, mostrava que a Itália era um dos poucos países da Europa em recessão no número de mulheres praticando futebol. Foram 2.220 a menos entre 2012/13 e 2014/15. O total de afiliadas estava na casa de 20.000 e, segundo a reportagem, em 1984 a Federação Italiana já falava em 18.000 jogadoras. Ou seja, praticamente não houve evolução. Em comparação, a Alemanha tinha 258.000 jogadoras, e o montante italiano era comparável a países como Hungria, Suíça, Bélgica e Irlanda.

Depois do escândalo de Belolli, a FIGC tomou algumas medidas. As principais foram obrigar os clubes da primeira e da segunda divisão a terem categorias de base para meninas e, especialmente, permitir que eles adquirissem equipes femininas já estabelecidas. A Fiorentina foi a primeira a aproveitar essa brecha e entrou na Serie A comprando a licença do ACF Firenze. Foi campeã em 2016/17.

O descaso com a modalidade obviamente refletiu no desempenho da seleção. A última participação da Itália na Copa do Mundo era em 1999. Em 2011, chegou perto, classificando-se para o mata-mata das Eliminatórias da Uefa. Perdeu da França, mas se recuperou na repescagem regional e se classificou à mundial. Mas deu azar: pegou os Estados Unidos. Em 2015, novamente ficou próxima, a apenas três pontos da Espanha na briga por vaga direta e derrotada na final dos playoffs pela Holanda. O crescimento deu resultado para a Copa da França, com as italianas liderando a chave, à frente de Bélgica, Portugal, Romênia e Moldávia.

Com o retorno da Itália à Copa do Mundo, houve uma movimentação no futebol local para aproveitar a onda. A FIGC assumiu a organização total das séries A e B para a temporada 2018/19, e clubes importantes decidiram, enfim, entrar na jogada, comprando equipes que estavam na primeira divisão: a Roma adquiriu a licença da RES Roma; o Milan comprou o ACF Brescia; e o ASD Verona Women virou Women Hellas Verona – a Juventus, atual bicampeã, havia aparecido no futebol feminino, um ano antes, por meio do Cuneo.

A presença de nomes fortes do futebol italiano na primeira divisão feminina levou a Sky Sports a adquirir os direitos de transmissão para a última temporada, com um jogo por semana e programação dedicada ao assunto. Ajuda em duas frentes: visibilidade e dinheiro. Na próxima temporada, será a vez da Internazionale, que adquiriu a licença da ASD Femminile Inter Milano, campeã da Série B. 

Vamos tentar ignorar os motivos do interesse tardio dos grandes clubes italianos, embora seja difícil, e apenas destacar que eles finalmente chegaram à festa.

Mais diversidade na Champions League

O Lyon de Ada Hegerberg foi mais uma vez campeão da Champions League (Foto: Getty Images)

Uma maneira de medir a força das ligas europeias é observar o torneio em que elas se enfrentam, e um bom indicativo de um futebol feminino mais equilibrado no continente é que a Champions League feminina desta temporada foi a primeira que teve quatro times de quatro países diferentes nas semifinais: Lyon, Chelsea, Bayern de Munique e Barcelona.

Como no futebol masculino, a competição europeia feminina passou por uma transformação. Entre 2001, quando foi fundada, e 2009, era no formato da antiga Copa dos Campeões. Com apenas um representante por federação, a chance de haver países repetidos nas semifinais restringia-se a quando o defensor do título fazia uma boa campanha e algum compatriota o acompanhava. Aconteceu duas vezes, com os suecos Umea (atual campeão) e Malmö, em 2003/04, e Frankfurt e Turbine Potsdam (detentor do caneco), em 2005/06.

A partir de 2009/10, o torneio foi repaginado e ficou mais parecido com a Champions League masculina dos tempos modernos, com as oito melhores ligas da Uefa recebendo duas vagas. A Alemanha teve três representantes naquela edição porque o Duisburg defendia o seu título da temporada anterior e colocou dois times nas semifinais: o próprio Duisburg e o Turbine Potsdam.

A partir dessa mudança, nunca mais houve semifinais com representantes de quatro países diferentes. Geralmente, foram dois alemães ou dois franceses, ligas mais poderosas da Europa na última década – a exceção foi em 2017/18, quando o Manchester City e o Chelsea alcançaram a fase.

Na atual temporada, o panorama mudou. Pela primeira vez desde 2008/09, última edição no formato anterior, as semifinais tiveram clubes de quatro países distintos. E, além da diversidade, destaca-se também o peso das camisas e a importância das nações que disputaram vagas na decisão. Diferente daquela edição, quando chegaram Lyon, Duisburg, Zvezda Perm, da Rússia, e Umea, desta vez tivemos duelos entre Lyon e Chelsea e Bayern de Munique e Barcelona.

Os blaugranas, aliás, foram o primeiro time fora da Alemanha e da França a alcançar a final desde o Tyresö, da Suécia, em 2013/14. E esses dois são os únicos não franceses ou alemães a disputar o título no formato moderno da Champions League feminina.

Os primeiros passos 

Pivô da profissionalização na Argentina, Macarena Sánchez foi para o San Lorenzo (Foto: Divulgação)

Macarena Sánchez nasceu em 1991, na Província de Santa Fé, a mesma que deu Lionel Messi ao mundo. Com o apoio do pai, virou jogadora de futebol e, em 2012, durante um amistoso, chamou a atenção do UAI Urquiza, quatro vezes campeão da primeira divisão feminina da Argentina desde que a atacante se juntou à equipe. No último mês de janeiro, recebeu uma ligação do treinador. A ligação que ninguém quer receber: havia sido dispensada. Recebia um pequeno salário e também fazia trabalhos administrativos no clube. Era o meio da temporada argentina e ela teria que esperar pelo menos um semestre para encontrar outro jeito de pagar os boletos.

Após consultar a irmã, advogada, decidiu entrar com ação legal contra o clube, cobrando indenizações de uma relação de trabalho profissional e desafiando o amadorismo que sempre permeou o futebol feminino argentino. Além da grana, elas buscavam o reconhecimento legal de uma relação trabalhista entre a jogadora e clubes, instigando a Associação de Futebol Argentino a “cumprir compromissos assumidos internacionalmente com a Fifa em matéria de igualdade de gênero”. Ou seja: profissionalizar a modalidade.

“Como é de público conhecimento, as jogadoras de futebol da Argentina são sistematicamente violadas em seus direitos como trabalhadoras do esporte pela simples razão de serem mulheres”, começou a jogadora, em um comunicado. “O Club Deportivo UAI Urquiza utiliza diversos mecanismos fraudulentos para esconder o vínculo trabalhista real que se estabelece com a jogadora em questão, modalidade que se estende ao resto do elenco profissional. Esses mecanismos são uma réplica exata dos utilizados para negar o reconhecimento de relação trabalhista profissional dos jogadores masculinos de futebol durante os anos trinta na Argentina e que derivaram, com incontáveis lutas, no reconhecimento da profissionalização do futebol masculino. Mais de 80 anos depois, as jogadoras femininas são vítimas das mesmas práticas ilegais que buscam esconder a profissionalização existente da prática esportiva, disfarçada de amadorismo”.

E o mais incrível da história é que ela conseguiu. Dois meses depois, em março, a AFA anunciou que os 16 clubes da primeira divisão feminina deveriam ter pelo menos oito jogadoras com contratos profissionais. Salário mínimo de 15.000 pesos, ou R$ 1.300, equivalente ao que os jogadores recebem na quarta divisão da pirâmide. “Com essas medidas, geramos uma estrutura legal e uma maneira de avançar profissionalmente. Essa é a base, é o começo. Depende de cada um de nós desenvolver a partir daqui”, afirmou o líder do sindicato de jogadores, Sergio Marchi.

Enquanto isso, a seleção argentina, que em 2017 entrou em greve por um calote de aproximadamente R$ 40 de bicho, conseguiu vaga para a sua terceira Copa do Mundo, a primeira em doze anos. Nela, com um profissionalismo ainda engatinhando, a expectativa é baixa. “O objetivo é ganhar um jogo. Isso seria histórico”, afirmou a zagueira Natalie Juncos ao site CGTN. Nas duas participações anteriores, a Argentina jogou seis vezes. E perdeu seis vezes.

O Barcelona quer ser o Barcelona do futebol feminino

O Barcelona foi goleado pelo Lyon, mas chegou à final da Champions League pela primeira vez (Foto: Getty Images)

Em junho, o Barcelona deve inaugurar o Estádio Johan Cruyff, com capacidade para seis mil pessoas, a joia da coroa da sua Cidade Esportiva. Será usado pelo seu time B e, principalmente, pelas suas mulheres. É uma das medidas que a diretoria tem tomado, sob o comando da dirigente Maria Teixidor, para que o time feminino tenha um alcance global mais próximo ao dos homens.

Teixidor foi elevada à direção blaugrana na eleição de 2015 que ratificou Josep Bartomeu na presidência. Advogada, foi presidenta da Comissão de Controle e Transparência do clube e, desde janeiro do ano passado, é responsável pelo time feminino. Alguns meses atrás, tornou-se a primeira mulher secretária da Junta Diretiva do Barcelona e se consolida como um quadro importante da política do clube.

Ela levou uma nova ambição ao Barça Femení. “As mulheres têm exatamente a mesma identidade que os homens. Somos o Barcelona. Queremos ser o melhor clube do mundo. Queremos tudo. Queremos a liga, a Copa da Rainha, a Champions League, e estamos nos concentrando em fazer várias coisas que tornarão as mulheres mais visíveis para nossos torcedores no mundo inteiro”, disse, em entrevista ao Telegraph.

Recentemente, o time passou a dividir as acomodações da Cidade Esportiva com os homens e também os acompanhou na turnê de pré-temporada pelos Estados Unidos. Nessa viagem, houve uma polêmica porque os homens viajaram de primeira classe, e as mulheres, não. Uma falsa polêmica, segundo ela, em entrevista ao site Goal: “Há uma política e um protocolo do clube que não vamos pular. Buscamos sempre fornecer as melhores condições quando viajamos para competir e, naquele dia, separamos o bloco da frente para o time masculino e o de trás para o feminino porque são as únicas duas áreas que poderiam ser restringidas, em que elas poderiam ficar sozinhas e chegar nas melhores condições. Elas tinham três assentos para cada e puderam descansar. A maioria dos jornalistas que escreveu isso não era capaz de nomear três jogadoras do nosso time”.

Ao Telegraph, Teixidor amplia sua visão para equipe. “Estamos construindo tudo que envolve um time profissional e já existe no jogo masculino, mas ainda não no feminino, e isso significa discutir como tratamos os direitos de televisão, a criação de produtos. Queremos que nossas jogadoras tenham as mesmas condições e status que os homens”, acrescentou. A principal medida foi, em julho do ano passado, um acordo de patrocínio com a fabricante e distribuidora de produtos de jardinagem e assuntos domésticos Stanley Black & Decker. O valor não foi divulgado, mas, segundo a dirigente, foi o “maior da história do futebol feminino”.

Com jogadoras como a inglesa Toni Duggan e a holandesa Lieke Martens, o Barcelona perdeu o título espanhol com o Atlético de Madrid, que acabou se sagrando tricampeão, mas conseguiu uma campanha histórica na Champions League, chegando à decisão pela primeira vez. Foi goleado pelo poderoso Lyon, mas, se depender de Teixidor, foi apenas o primeiro passo de um projeto que promete muito mais.

Quarenta anos depois de acabar a proibição, a obrigação

Jogadoras do time feminino do Corinthians (Foto: Bruno Teixeira/Divulgação)

Coincidentemente, porque duvido que a CBF tenha profundas noções de simbolismo, os clubes da primeira divisão foram obrigados a montar equipes de futebol feminino nesta temporada, 40 anos depois de a prática ser liberada, revogando a lei que a proibia, assinada por Getúlio Vargas, em 1941. A obrigação faz parte do licenciamento de clubes da entidade brasileira, alinhado com a Conmebol, que exige o mesmo para os participantes da Libertadores. Quando o ano começou, o Globo Esporte entrou em contato com os 20 clubes da Série A e descobriu que apenas sete já tinham o futebol feminino estruturado; seis prometeram que estavam chegando; dois ainda estavam saindo do banho; e cinco ainda nem tinham levantado da cama.

A elite das mulheres conta com apenas Corinthians, Santos, Internacional, Flamengo, Athletico Paranaense (parceria com o Foz Cataratas) e Avaí (parceria com o Kindermann) que também estão na Série A masculina.  A CBF usou o seu ranking para encaixar times da primeira divisão do masculino na segunda do feminino, que agora conta com Atlético Mineiro, Botafogo, Ceará, Chapecoense, Cruzeiro, Fluminense, Palmeiras, São Paulo, Grêmio e Bahia. A mudança repentina de panorama, evidentemente, causou problemas, com clubes tradicionais do futebol feminino reclamando do mercado inflacionado. Apesar de abrir mais vagas de trabalho para mulheres, a Folha de S. Paulo levantou que apenas oito dos 52 clubes vinculados ao Campeonato Brasileiro feminino são 100% profissionais.

Arrastando multidões

O Allianz Stadium se abarrotou para o confronto direto entre Juventus e Fiorentina (Foto: Getty Images)

Nenhuma melhora vale de muita coisa se ninguém estiver no estádio para presenciá-la. E esta temporada foi um marco nesse sentido. Tivemos no Wanda Metropolitano o recorde histórico de público para um jogo entre clubes femininos, com mais de 60.000 pessoas assistindo ao confronto direto pela ponta entre Atlético de Madrid e Barcelona. Na Itália, finalmente com grandes clubes se enfrentando, também houve a maior presença de almas em um jogo entre mulheres quando a Juventus recebeu a Fiorentina no Allianz Stadium para 39.000 pessoas. Um amistoso beneficente para as vítimas do ciclone Idai em Moçambique, entre Benfica e Sporting, bateu o recorde de Portugal, com 15.000 espectadores. O México, que abriu uma liga feminina apenas em 2017, levou 51.000 pessoas para a final da Liga MX da temporada passada, entre Monterrey e Tigres.

Wembley recebeu 43.000 cidadãos para a final da Copa da Inglaterra feminina, entre Manchester City e West Ham, o segundo maior público desse jogo, atrás apenas ao do ano passado, na casa das 45.000. O maior público da Inglaterra era o recorde mundial até Atlético de Madrid x Barcelona e data de 1920, quando o Goodison Park abriu as portas para 53 mil pessoas assistirem ao duelo entre Dick Kerr Ladies e St. Helen’s Ladies. O recorde total do futebol feminino, em jogos oficiais, é a final da Copa do Mundo de 1999, no Rose Bowl, quando 90.000 viram a vitória dos Estados Unidos contra a China, nos pênaltis.