O atacante Michael Owen, 33 anos, anunciou que irá se aposentar no fim da atual temporada. Atualmente jogando pelo Stoke, o jogador começou a carreira no Liverpool, clube que mais defendeu na carreira, e passou por Real Madrid, Newcastle, Manchester United e Stoke, além da seleção inglesa, pela qual jogou as Copas de 1998, 2002 e 2006.

Owen surgiu como uma das maiores promessas do futebol inglês, em 1996, ainda com 17 anos. Foi para a Copa do Mundo em 1998, tomou a posição de titular na seleção da Inglaterra e marcou um dos gols mais bonitos daquela Copa, contra a Argentina. Foi o cartão de apresentação de Owen para o mundo do futebol:

Depois de nove anos defendendo o Liverpool, com 158 gols em 297 jogos, em 2004 o atacante foi vendido ao Real Madrid, onde integrou o time chamado de “Galacticos” com outros astros da época, como Figo, Zidane, Roberto Carlos, Ronaldo e Raúl. Fez 14 gols em 40 jogos, não conseguiu se firmar e voltou à Premier League para defender o Newcastle, em 2005.

Nos Magpies, viu sua carreira começar um declínio. Antes uma promessa de ser um dos melhores atacantes do mundo, Owen passou a ser uma sombra de si mesmo. Depois de oito temporadas consecutivas marcando ao menos dez gols, o atacante só conseguiria repetir a marca novamente em dois dos oito anos seguintes. A culpa disso é, principalmente, a série de lesões.

A primeira grande lesão foi em 2005, quando quebrou o metatarso, osso do pé. Voltou a tempo de jogar a Copa do Mundo de 2006, foi convocado, mas se machucou no primeiro jogo da fase de grupos. Rompeu o ligamento cruzado anterior, uma lesão grave, que o deixou fora dos gramados por quase um ano.

Sem conseguir ter um bom desempenho pelo Newcastle, seu contrato acabou e o clube, rebaixado para a segunda divisão, optou por não renovar. O atacante então foi contratado pelo Manchester United, onde tornou-se um reserva de luxo de Alex Ferguson. Foi pouco utilizado no seu tempo no Old Trafford, embora tenha um ou outro momento marcante, como o gol da vitória no dérbi contra o Manchester City, nos acréscimos, que determinou o placar de 3 a 2 em Old Trafford.

Quando seu contrato com o Manchester United acabou, em 2012, ficou sem clube até acertar com o Stoke, já em setembro, quando as inscrições na Premier League estavam para terminar. No clube, também tem jogado pouco. Foram sete jogos e um gol marcado.

Owen marcou 220 gols na Premier League, o que é uma marca importante. Ganhou a Premier League, a FA Cup (Copa da Inglaterra), Copa da Liga e Copa da Uefa. Na seleção inglesa, Owen nunca mais conseguiu voltar com regularidade depois da lesão que o tirou da Copa do Mundo de 2006. O jogador ainda fez oito jogo pela seleção em 2007, marcando quatro gols. Depois, voltou em 2008, em um jogo contra a França. Foi sua última partida com a camisa da Three Lions.

Com tantos problemas de lesões graves na carreira, é natural que Owen resolva se aposentar.  Para alguém que já esteve entre os melhores atacantes da Europa – ganhou a Bola de Ouro da France Football em 2001 -, jogar pelo Stoke, sem conseguir apresentar o seu melhor e sem sequer uma sequência, porque o físico não permite, é compreensível que ele queira parar de jogar.

“Tendo progredido desde a base do Liverpool até a minha estreia no time principal aos 17 anos, antes de ter passagens por Real Madrid, Newcastle, Manchester United e Stoke City, sem mencionar minha representação em 89 jogos, eu sinto que é o momento certo para baixar a cortina da minha carreira”, diz Owen em uma nota no seu site.

“Nada disso teria sido possível sem o enorme apoio que eu recebi de técnicos, companheiros de time, equipe técnica, os torcedores e meus patrocinadores pessoais. Eu gostaria de agradecer a cada um pelo imenso papel que desempenharam em me ajudar a chegar no topo da minha profissão”, diz ainda a nota sobre o jogador.

“Acima de tudo, eu gostaria de agradecer à minha família. À minha bela esposa Louise, por ela continuar a me amar e me apoiar durante todos os altos e baixos na minha carreira e por me dar o meu maior e mais precioso presente, meus filhos. À minha mãe, que sempre teve o peso das minhas frustrações e continua mantendo nossa família unida, uma característica que formou as bases do meu próprio sucesso. Sua dedicação a mim e meus irmão e irmãs é imensurável”, declarou o jogador.

“Por último, mas não menos importante, meu pai. Nós conseguimos, meu velho! Dos parques locais gelados até aterrorizar os melhores defensores do mundo nos maiores palcos que existem. Eu não poderia ter feito nada sem você”, agradeceu ainda o jogador.

Owen foi menos do que se esperava que ele fosse quando surgiu, naquele fim da década de 1990. É inegável, porém, que Owen teve uma participação importante na seleção inglesa e foi um jogador importante no seu país. Não foi um dos grandes craques mundiais, mas foi um grande jogador do Liverpool, principalmente. Confira uma compilação de alguns gols importantes na carreira dela: