A identidade da América Latina se construiu através da miscigenação. A história milenar dos povos pré-colombianos foi ignorada pelos conquistadores, mas é a essência do continente. Misturou-se com a vida dos criollos, menosprezados pelos europeus, e também dos escravos que trabalhavam nas colônias. Já a partir do Século XIX, com o estouro das independências, a região se enriqueceu ainda mais culturalmente com as ondas de imigração. E tamanha diversidade se reflete também no esporte. Afinal, poucos segmentos expõem tanto os traços de uma sociedade como o futebol. Como a Libertadores ajuda a retratar.

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Dá para aprender um bocado sobre o passado da América Latina através do torneio. A fundação dos 32 participantes ajuda a reconstruir o início do Século XX no continente. Vários deles surgiram pelas mãos de estudantes, sob influência britânica. Outros, impulsionados por imigrantes. Também existem aqueles que uniram operários, assim como alguns atrelados a grandes empresas estatais ou privadas. Sem contar os times que, por si, queriam valorizar a própria cultura sul-americana. Juntos, narram como o futebol se estabeleceu nas Américas, principalmente pelos pés de jovens e viajantes, dentro de um contexto socioeconômico mais amplo.

No mapa abaixo, reeditando e atualizando matéria publicada nos três últimos anos, recontamos brevemente as origens de cada um dos clubes da Libertadores 2018. Mais do que as informações escritas, também é possível conferir o estádio de cada um dos times, e as redondezas onde estão localizados. Para conhecer um pouco mais sobre o caldeirão cultural que a copa engloba. Alguns escudos estão sobrepostos, portanto aproxime o zoom para diferenciá-los. O painel à esquerda auxilia na navegação, com as informações detalhadas grupo a grupo.


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