O fim de carreira de David Villa já estava no horizonte há alguns anos – pelo menos desde a sua transferência do Atlético de Madrid para o New York City, em 2014. Mas o Guaje ainda tinha bastante a fazer no futebol. O adeus, por fim, se aproxima. Tendo chegado ao Vissel Kobe, do Japão, em dezembro de 2018, o atacante anunciou que pendurará as chuteiras ao fim da atual temporada, que acaba em janeiro de 2020.

A decisão de Villa foi anunciada nesta quarta-feira (13), e Villa afirma que tem pensado nela há muito tempo. “Tenho pensado há anos que, quando você alcança 33, 34 ou 35 anos, o momento pode chegar a qualquer hora em um jogo, um treino ou com uma lesão”, comentou. E a hora enfim chegou.

“É melhor eu deixar o futebol do que o futebol me deixar.”

Villa, assim, antecipa o fim antes que fatores externos ou do corpo o façam por ele. Sua temporada, de estreia e também final, não vai nada mal, com o Guaje tendo marcado 12 gols em 26 jogos até aqui, por uma equipe que ocupa a metade da tabela.

David Villa, por sinal, afirmou que o patamar de futebol que encontrou no Japão foi além de suas expectativas. “Fiquei surpreso com o nível de jogo na J-League. Não apenas em relação aos jogadores veteranos aqui, mas também os jogadores jovens daqui que têm enorme potencial. Não que eu esperasse menos. Esperava uma liga de alto nível, mas ela ultrapassou minhas expectativas.”

Com seu nome escrito na história do futebol espanhol, Villa, campeão da Euro 2008 e da Copa do Mundo de 2010, deixa os gramados ainda como o maior artilheiro da história da seleção espanhola, com 59 gols em 98 jogos. E agora se prepara para seu próximo passo no futebol.

O espanhol será um dos proprietários do Queensboro, equipe que deverá ser lançada nos Estados Unidos em 2021, para disputar a United Soccer League, equivalente à segunda divisão no país. Villa disse que é um sonho para ele construir uma nova equipe e que o Queens, casa da nova agremiação, “sempre mostrou amor a mim e à minha família enquanto estivemos em Nova York.” A relação de pouco mais de quatro anos com o futebol americano deixou frutos longevos ao Guaje.