Apesar de toda a controvérsia que sua escolha gerou, David Luiz trata sua mudança do Chelsea para o Arsenal como um passo natural em sua carreira. Aos 32 anos, o zagueiro se sentiu sem espaço em Stamford Bridge e aproveitou a oportunidade de assinar com os Gunners. Neste final de semana, ele participou de seu primeiro jogo com o novo clube, durante a vitória por 2 a 1 sobre o Burnley, pela Premier League. Após a partida, o brasileiro comentou sua decisão e a maneira como a transferência motiva seus objetivos na carreira.

“Sou um cara com ambição e é por isso que troquei o Chelsea pelo Arsenal. Gosto de um novo desafio e novas coisas na minha vida. Isso é o que me dá oxigênio e garante a motivação. Eu realmente quero aproveitar este momento. Poderia ter escolhido uma zona de conforto e ganhar dinheiro, mas não”, declarou o brasileiro, em entrevista após a partida.

A relação de David Luiz com o Chelsea piorou depois que Frank Lampard avisou o zagueiro que ele não teria sua titularidade garantida durante o início da temporada. O novo treinador dos Blues gostou mais do trabalho apresentado por Kurt Zouma e Andreas Christensen ao longo dos amistosos preparatórios e, no último jogo antes do início da Premier League, deixou David Luiz no banco. O brasileiro não aprovou a situação e buscou a sua venda, ganhando uma nova chance no Arsenal. A necessidade dos Gunners em reforçarem a sua defesa e a relação com Edu Gaspar facilitaram a transferência nas últimas horas da janela.

“Todo mundo sabe que eu estava muito feliz no Chelsea e ganhei muitos troféus por lá. Tive uma conversa realmente sincera com Lamps e ele tinha planos diferentes dos meus para a próxima temporada. Então, a melhor maneira de respeitar o clube era seguir em frente, tentar um novo desafio e dar a ele a oportunidade de fazer seu trabalho. Minha filosofia de vida é ser positivo e sonhador. Tenho minha saúde, posso sonhar e no Arsenal podemos lutar por algo grande”, complementou o defensor.

Apesar do desleixo no gol do Burnley, David Luiz teve uma estreia razoável pelo Arsenal. Não foi muito exigido defensivamente, mas garantiu equilíbrio à linha de zaga. Além disso, apareceu bastante para falar com os companheiros e orientar o posicionamento. Até por sua experiência e pelas lacunas no setor, ascende como uma liderança. Também será importante por sua qualidade na saída de bola, algo que tende a preponderar em um time de posse como os Gunners. Mesmo sob certas desconfianças, o brasileiro possui suas armas para triunfar. É ver até que ponto esta ambição consegue chegar, em um clube que costuma oscilar demais.