A importância da defesa do Corinthians é inegável na caminhada rumo à decisão da Copa Libertadores. Foram apenas três gols sofridos até o momento e, caso sigam com a meta invicta nas duas partidas finais, os alvinegros registrarão a menor marca da história da competição. No entanto, somente a segurança defensiva não seria suficiente para o feito corintiano. E, quando situação aperta, Danilo tem sido essencial à equipe.

Essencial na construção do jogo do Corinthians, o camisa 20 tem feito mesmo a diferença dentro da área. Na ausência de um centroavante de porte no time, o meia aproveita o porte físico e a presença de área para colocar a bola nas redes. Danilo é o artilheiro do clube na Libertadores, com quatro gols, logo à frente de Emerson, Paulinho e Jorge Henrique. São 0,33 tentos por jogo, mais que o triplo de sua média em todas as outras competições que disputou pelo clube, quando balança as redes uma vez a cada dez partidas.

O gol contra o Santos, sem dúvidas, foi o principal anotado pelo meio-campista na campanha. O chute no contrapé de Rafael, após falta cobrada por Alex, valeu a vaga dos alvinegros na decisão. Já os outros três gols foram marcados ainda na primeira fase. Dois de cabeça, ante Deportivo Táchira e Cruz Azul, e outro aproveitando rebote do goleiro, na vitória sobre o Nacional. E a esperança da torcida corintiana é que, contra o Boca Juniors, Danilo mantenha o retrospecto para que a conquista da América finalmente se concretize.

Meia matador

Os números de Danilo comprovam: o camisa 20 não brinca em serviço quando decide finalizar. Segundo dados da Footstats, foram 13 chutes nesta Libertadores, sendo que 69,2% seguiram na direção da meta adversária e 30,8% só pararam nas redes. O aproveitamento é bastante superior à estatística geral do Corinthians, que acertou o gol em apenas 38,9% dos arremates, e é o maior entre os jogadores da equipe que foram titulares em ao menos um jogo.

Curiosamente, o meio-campista apresenta números inferiores ao restante do time justamente nos passes – reflexo também de seu posicionamento, em uma região do campo melhor ocupada pelos adversários. Com duas assistências até o momento, Danilo capitaliza 10,7% do total de passes do Corinthians na Libertadores. São 396 tentativas, com aproveitamento de 81,3% – enquanto o total do time é de 87,9%. Além disso, o camisa 20 acerta 42,9% de seus lançamentos, 20% de seus cruzamentos e 62,5% de suas viradas de jogo.

E Danilo também contribui bastante para o equilíbrio defensivo corintiano. O meia já desarmou os adversários 15 vezes na competição, de um total de 261 desarmes de seu time. E, quando parte para o bote, dificilmente não sai do lance com a bola, apresentando 88,2% de aproveitamento neste fundamento.

Um especialista para a Libertadores

Danilo chegou ao Parque São Jorge em 2010, já com a pecha de ser um jogador com capacidade de impulsionar o Corinthians na Libertadores. Ao lado do meia, outros jogadores experientes foram contratados pelo clube, como Iarley e Tcheco. E a principal missão dos veteranos era conduzir a equipe de Mano Menezes ao título continental no ano do centenário.

O sonho alvinegro, porém, foi destruído ainda nas oitavas de final, com a eliminação diante do Flamengo. Danilo desempenhou um papel importante dentro da equipe naquela edição do torneio, sendo titular em sete jogos dos oito jogos e contribuindo com duas assistências. Na sequência da temporada, porém, o meia foi reserva durante a maior parte do Campeonato Brasileiro e seguiu no banco de reservas no início de 2011 – se poupando também do vexame contra o Tolima, entrando apenas no segundo tempo em ambos os confrontos.

A recuperação do veterano viria justamente com o início do Campeonato Brasileiro de 2011. Já na primeira rodada, o meio-campista saiu do banco de reservas e deu a assistência para Liédson marcar o gol da vitória sobre o Grêmio. Atuando em 36 rodadas, Danilo foi o líder de assistências do torneio, com 11 passes para gol, e teve papel central no título do Corinthians.

Nesta Libertadores, o camisa 20 continua intocável no time treinado por Tite. Foi titular em todas as 12 partidas feitas pelo Corinthians na copa, ao lado de outros cinco jogadores – Paulinho, Ralf, Leandro Castán, Chicão e Fábio Santos são os outros. E o reflexo desta confiança acaba naturalmente aparecendo dentro de campo.

– Dados: Footstats / Transfermarkt