O jovem Daniel James, 21 anos, foi contratado como uma aposta do Swansea e tem sido uma das boas notícias do Manchester United neste começo de temporada. Em quatro rodadas da Premier League, marcou três vezes, inclusive neste sábado, contra o Southampton. No entanto, não há muitos outros motivos para o time de Ole Gunnar Solskjaer ficar otimista porque o empate por 1 a 1 no St. Mary’s Stadium foi o terceiro tropeço consecutivo dos Red Devils.

Desde que goleou o Chelsea na estreia do Campeonato Inglês, o United não venceu mais, o que se torna particularmente preocupante diante dos adversários. Contra o Wolverhampton, fora de casa, o empate é aceitável, mas perder em casa para o Crystal Palace, por melhor visitante que o time londrino seja, e empatar com o Southampton no St. Mary’s, onde o dono da casa ganhou apenas 11 vezes nas últimas 51 partidas como mandante pela Premier League, são resultados que complicam as ambições do clube de pelo menos terminar entre os quatro primeiros e disputar a próxima Champions League.

O sábado começou bem para o Manchester United, apesar de Boufal quase ter aberto o placar com um chute cruzado da entrada da área. Aos 10 minutos, Daniel James recebeu pela esquerda, abriu com a perna direita e mandou um míssil que transformou a rede em parede. O próprio James exigiu boa defesa de Angus Gunn, e Aaron Wan-Bissaka teve uma boa chance desperdiçada.

O Southampton voltou melhor do intervalo e pouco a pouco se tornou o time mais perigoso. Boa troca de passes deixou Che Adams livre para superar De Gea, mas a finalização do atacante foi bem ruim. Aos 15 minutos, Ings exigiu ótima defesa do goleiro espanhol completando cobrança de escanteio. O rebote ficou na direita, com Kevin Danso, e o cruzamento encontrou a cabeça de Jannik Vestergaard. E a bola, o fundo das redes: 1 a 1.

Era de se imaginar que o Manchester United fosse para cima de um dos mandantes mais frágeis da liga inglesa, mas uma pressão de fato começou apenas quando Danso foi expulso pelo segundo cartão amarelo, aos 28 minutos da segunda etapa. O Southampton recuou ainda mais suas linhas de marcação e deu campo para o Manchester United trabalhar a bola, ao mesmo tempo em que fechava as entradas da área.

Foi uma boa estratégia porque o United estava individualmente em um dia muito ruim. Erros técnicos, como domínios teoricamente fáceis ou cruzamentos longos demais ou baixos demais, e decisões erradas matavam ataque atrás de ataque dos visitantes. Pogba esteve particularmente longe do seu melhor, e a presença de Andreas Pereira entre os titulares é misteriosa, mas mesmo James, destaque dos Red Devils no jogo, mostrou que ainda não é o produto final.

Nem Mason Greenwood, atacante de 17 anos que brilhou na pré-temporada, mas, como o clube tem se livrado de todos os seus atacantes que legalmente podem beber cerveja em um pub, não há muita alternativa a não ser dar chance a esses garotos. Greenwood entrou tarde, a oito minutos do fim, e exigiu boa defesa de Gunn com um chute de fora da área.

Mas, no geral, o Manchester United produziu muito pouco na frente, e o significado do empate ficou claro no rosto dos treinadores. Ralph Hasenhüttl o comemorou. Solskjaer, nem tanto.