Na noite em que se tornou o argentino com mais partidas na história da Libertadores, Andrés  D’Alessandro fez a jogada decisiva do único gol do Internacional na vitória por 1 a 0 sobre o Tolima, pelo jogo de volta da terceira fase da competição sul-americana, mas também foi expulso no segundo tempo, o que colocou a classificação aos grupos um pouco em risco.

Não colocou mais porque, mesmo com superioridade numérica durante meia hora, o Tolima mais pressionou do que realmente ameaçou, embora tenha tido uma chance clara nos acréscimos que foi bem defendida por Marcelo Lomba. E no contra-ataque, Guerreiro ficou a um tapa de Álvaro Montero de matar o jogo.

Ao pisar o campo, D’Alessandro começou sua 86ª partida em 11 edições diferentes da Copa Libertadores, por River Plate, San Lorenzo e Internacional – veja a lista de jogos do ídolo colorado no site do Inter – e superou Agustín Orión, que tem 85, como informou a Conmebol quando o argentino igualou a marca do veterano goleiro de Boca Juniors, Estudiantes, Colo-Colo e San Lorenzo no primeiro jogo contra o Tolima.

D’Alessandro é o 11º da lista geral e, com pelo menos seis jogos garantidos ao Internacional na fase de grupos, ainda pode superar nomes como Alberto Spencer (88), Pedro Rocha (89) e Rogério Ceni (90) e igualar Wilington Ortiz, colombiano que defendeu Millonarios, América de Cali e Deportivo Cali, em quinto lugar – veja a lista compilada pela World Soccer aqui.

À sua frente, apenas Sergio Aquino – curiosamente nascido na argentina, mas futebolisticamente paraguaio – segue em atividade, pelo Libertad, com 104 partidas, a nove do recordista Ever Almeida, ex-Olímpia.

Nos acréscimos de um primeiro tempo que o Internacional dominou quase que completamente, mas sem criar muitas chances claras, D’Alessandro precisou da superfície de um guardanapo para fazer a jogada do gol de Guerrero.

Começou a jogada pela direita da intermediária, recebeu de volta de Marcos Guilherme, levou em diagonal para dentro, fez o corte em Danovis Banguero com a canhota e cruzou rasteiro com a perna direita. Guerrero precisou apenas empurrar às redes.

 

D’Alessandro levou perigo no segundo tempo com um chute cruzado de perna direita, mas deixou o Internacional com um jogador a menos ao levar dois cartões amarelos em menos de dez minutos. O primeiro foi por agarrar Estupiñán e o segundo ao chegar atrasado em uma dividida com Robles e pisar a perna do adversário.

Depois da expulsão, a partida virou uma briga de foice no escuro, com o Tolima tentando desesperadamente fazer alguma coisa e o Internacional se segurando como podia, ainda tentando propor o jogo quando tinha a bola, mas principalmente buscando o contra-ataque que resolveria a parada.

Damián Musto teve uma boa cabeçada para fazer isso, encaixada por Montero sem grandes problemas, antes de começarem os frenéticos minutos de acréscimos.

Aos 47, Montero saiu do gol para interceptar um cruzamento da esquerda e espalmou a bola em direção à entrada da área, onde Guerrero pegou de primeira, com o gol parcialmente vazio, e mandou por cima.

No minuto seguinte, Albornoz recebeu na área e chutou em boa situação, para grande defesa de Lomba. Na sequência desse lance, Edenílson disparou pela direita, ganhou a dividida e ficou ao lado de Guerrero contra o goleiro Montero. Tocou para o companheiro que tentou encobrir Montero com um elegante toque de primeira, mas o goleiro do Tolima conseguiu espalmar para fora.

Cruel a sequência de duelos difíceis imposta ao Internacional tão cedo no trabalho de Eduardo Coudet nessas duas fases preliminares da Libertadores, mas, com alguns sustos aqui ou ali, o time lidou com eles de maneira madura e nunca esteve muito perto de ser eliminado, embora tenha precisado suar um pouco nesta quarta-feira após a expulsão.

Mas agora pode relaxar: tem apenas dois Grenais pela frente na fase de grupos.

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