O Cruzeiro dominou o jogo de ida da final da Copa do Brasil e poderia ter colocado a taça além do alcance do Corinthians, mas venceu por apenas 1 a 0. A decisão, portanto, segue aberta, e os paulistas terão um Itaquerão provavelmente lotado para tentar reverter a desvantagem e gritar campeão. No entanto, precisarão jogar muito mais e melhorar a produção ofensiva. 

Principalmente no primeiro tempo, o Cruzeiro conseguiu encontrar um equilíbrio interessante entre a solidez defensiva e o poder de fogo. Criou oportunidades, sob o comando de um Thiago Neves que queria jogo, e poderia ter construído um placar mais amplo. No entanto, depois de abrir o placar, voltou a faltar fome para a Raposa. 

Tudo que acontecia no ataque do Cruzeiro passava pelos pés de Thiago Neves. Aos 18 minutos, o meia-atacante recebeu no meio-campo, avançou para a esquerda da grande área e soltou a perna. Cássio defendeu. Robinho pegou o rebote e cruzou para Neves. A cabeçada foi para fora. 

Thiago Neves acertou a trave e cruzou para uma cabeçada de Henrique que exigiu outra grande defesa de Cássio. Natural que o gol saísse de seus pés. Ou melhor: de sua cabeça. Neves virou o jogo para Egídio, entrou na área e cabeceou o cruzamento para baixo. A bola desviou na defesa e enganou Cássio. 

 

A posse de bola que vinha sendo mais ou menos semelhante pendeu a favor do Corinthians no segundo tempo, mas o Cruzeiro seguiu mais perigoso. Rafinha recebeu livre, dentro da grande área, e isolou. Robinho cruzou com perfeição para Barcos cabecear. Para fora. Thiago Neves cobrou falta pela esquerda, Dedé desviou de cabeça, com muito perigo. 

Enquanto isso, o Corinthians apresentava uma dificuldade comovente para criar alguma coisa no campo de ataque. Deu apenas duas finalizações, em 90 minutos, nenhuma que exigiu defesa de Fábio. Também por isso, o fim do jogo passou a sensação de que os dois lados estavam satisfeitos com o resultado. 

O Corinthians porque saiu do Mineirão com um resultado que o mantém vivo na final da Copa do Brasil. E o Cruzeiro porque Mano Menezes sabe que o adversário não tem qualidade técnica no ataque suficiente para superar o ferrolho que ele sabe montar tão bem nesses jogos de mata-mata. E, por isso, os mineiros são mais favoritos do que a vitória por 1 a 0 indicaria.