O Cruzeiro teve as melhores chances da partida, acertou a trave duas vezes, mas não conseguiu tirar o zero do placar contra a Universidad de Chile. O empate por 0 a 0, na noite desta quinta-feira, não era o resultado dos sonhos para os brasileiros, ainda em terceiro lugar em um dos grupos mais difíceis da Libertadores. Agora, tudo será decidido no Brasil. Racing e La U visitam o Mineirão, e a Raposa encara o Vasco em São Januário. 

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A partida desta quinta foi uma oportunidade desperdiçada. A vitória era possível. Os visitantes foram levemente superiores em um jogo, no geral, equilibrado. Faltou forçar um pouco mais para pressionar e criar mais chances. O empate pareceu satisfatório pela postura da equipe e não deveria ser. Porque a pressão para a próxima partida, contra a Universidad de Chile, ficou gigantesca. 

Caso o Cruzeiro empate em casa com La U, a diferença se manteria em três pontos. Os mineiros precisariam vencer as últimas duas rodadas – Vasco, fora, e Racing, em casa – além de torcer para que os chilenos somassem no máximo três pontos, contra Racing, fora, e Vasco, em casa. E ainda assim, precisaria trabalhar no saldo de gol, que atualmente é favorável para a Universidad de Chile (1 a -2). 

Mesmo com isso em mente, Mano Menezes mandou a campo uma equipe sem atacante. Thiago Neves foi o homem mais avançado dos brasileiros, apoiado por Arrascaeta, Mancuello e Rafinha. Não espanta que o Cruzeiro tenha tido dificuldades para entrar na área da Universidad de Chile. As primeiras finalizações, com Mancuello e Neves, saíram de longe. E a melhor chance, aos 39 minutos da etapa inicial, foi de ainda mais longe, com Lucas Silva, cujo petardo fez balançar o travessão de Johnny Herrera. 

Percebendo que o adversário não ameaçava muito, as duas equipes soltaram-se um pouco mais depois do intervalo. Fábio precisou fazer uma grande defesa em cabeçada de Rodríguez, em bobeada imperdoável da defesa do Cruzeiro – a bola ficou pulando dentro da área até alguém finalizá-la. Logo em seguida, os brasileiros responderam com Rafinha, que acertou o pé da trave de Herrera. 

Por volta dos 30 minutos, Mano Menezes tirou Arrascaeta e colocou Sassá em campo. A mera presença de um atacante melhorou os visitantes, que dominaram o último quarto de hora da partida. Sassá era um alvo para partir em velocidade e para ser encontrado no campo de ataque. Começou a jogada que Robinho serviu a Thiago Neves, cujo chute foi bastante perigoso, e bateu cruzado, quase forçando a defesa adversária a marcar contra. 

O empate mantém o Cruzeiro vivo dentro do grupo da morte da Libertadores, mas, pelo que foi a partida, também evidencia certa falta de ambição dos brasileiros, que poderiam ter aproveitado melhor uma dinâmica favorável, sem grandes ameaças na defesa. Fato é que a Raposa ainda não venceu na Libertadores e agora precisará fazer isso, sem falta, nas três partidas seguintes. Pelo menos, todas elas serão no Brasil.