Um dos melhores jogadores do Campeonato Brasileiro neste momento é do Atlético Mineiro. Robinho, camisa 7 do Galo, foi contratado por um salário alto, cercado de expectativas e desconfianças, quase que na mesma proporção. Seis meses depois, o atacante tem sido o melhor jogador do Atlético Mineiro no Campeonato Brasileiro, responsável por uma recuperação que já faz do clube um candidato ao título.

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Que o Atlético Mineiro tinha elenco todo mundo já sabia desde o início do torneio, em maio. Só que faltava o desempenho em campo. E ele demorou a vir. Primeiro, porque o time estava disputando a Libertadores e, como bem sabemos, os times brasileiros fazem muito mal o gerenciamento de elenco – até porque isso não é aceito, então os técnicos colocam times inteiros reservas antes de jogos continentais importantes.

Segundo porque o time teve problemas para se encontrar em um jeito de jogar. A troca de comando, com a saída de Diego Aguirre e a chegada de Marcelo Oliveira, atrapalhou um pouco nisso. Não que a saída do uruguaio tenha sido lamentada, ainda mais pela torcida do Galo. Mas o novo treinador demorou algumas rodadas para conseguir fazer o time voltar a render. Ainda teve a chegada conturbada de Fred, vindo do Fluminense, e com o histórico de ter sido ídolo no rival Cruzeiro.

Fred, assim como Robinho, chegou envolto em um misto de expectativa com desconfiança. Como Lucas Pratto estava lesionado, assumiu o posto e, desde o primeiro jogo, foi bem. Logo quando o time pareceu entrar no prumo, veio um baque: Cazares, que vinha dominando o meio-campo do time e sendo o grande destaque, se machucou seriamente. Fica fora até o final do Campeonato Brasileiro. Foi então que a principal contratação do time, que já vinha desempenhando um bom papel, passou a ser fundamental.

Robinho se tornou o jogador mais importante do Atlético não só pelos gols que marcou até aqui – são 7 gols em 13 jogos -, mas especialmente pelas boas atuações, chamando as jogadas e participação da fase ofensiva do time. No jogo contra o Santa Cruz, no sábado, Robinho participou dos três gols. O Atlético se tornou um time de toque de bola em velocidade, algo que combina com o estilo do camisa 7.

O sexto lugar na tabela parece distante demais da ponta, mas a diferença de pontos não é tão grande assim. Nas primeiras oito rodadas, o Galo teve um desempenho de rebaixado. O time só conseguiu uma vitória, na estreia contra o Santos, e acumulou quatro empates e três derrotas. A chave virou nas últimas nove rodadas.

A derrota para o Internacional, naquela oitava rodada, se tornou rara. Aconteceu só uma vez desde então – contra o Flamengo, em Brasília. Nos últimos nove jogos, são sete vitórias, um empate e uma derrota. Um desempenho de time que briga pela ponta, como está acontecendo. A distância para o líder Corinthians é de quatro pontos. Com este desempenho, o Galo pode sonhar com o título. A distância para a ponta é pequena e o futebol do time tem sido grande. Grande a ponto de sonhar em levantar uma taça que não fica com o Galo desde 1971.

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