O Corinthians fez um resgate ao estilo de jogar de Fabio Carille no início do ano ao abrir mão de um centroavante para jogar com um ataque móvel e sem jogador fixo. A principal mudança é de Ángel Romero, que passou a ficar mais livre para definir as jogadas. Na quarta ele foi protagonista da vitória sobre o Cruzeiro. Neste domingo, foi novamente o nome do jogo com três gols na vitória por 4 a 1 sobre o Vasco, em Brasília.

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Se esperava que Romero atuasse pelo centro do ataque e, de fato, o jogador teve uma mudança tática na partida. Porém, por mais que tenha aparecido mais vezes pelo meio, o seu posicionamento médio mostra que ele caiu muito pelos lados do campo também, especialmente pela direita, dando uma característica de um ataque móvel. Romero ficou pouca coisa à frente de Pedrinho, que na média ficou mais pela direita, embora centralizando mais, com Jadson organizando por dentro e Clayson bem aberto na ponta esquerda. O que mais mudou é que Romero era um dos que mais ajudava na marcação, voltando até a linha de fundo para ajudar o lateral pelo lado que ele jogava.

Posicionamento médio do Corinthians, segundo o WhoScored. O camisa 11 é Romero (Foto: reprodução)

Nos três gols que marcou, Romero se movimenta rápido para escapar da marcação, conseguindo abrir um espaço na defesa do Vasco. A entrada de Pedrinho tornou o time mais ofensivo e mais insinuante no ataque. O atacante corintiano, de apenas 20 anos, é um dos mais habilidosos do time e se movimenta bem caindo da direita para o centro. Foi um grande destaque do time e mostra, jogo a jogo, que tem que ser titular do time, algo que a torcida já cobra há bastante tempo.

Jadson mostrou bastante inteligência na sua movimentação. É o jogador mais habilitado para o passe que abra as defesas. É importante também na bola parada, com uma qualidade enorme. O retorno de Clayson foi importante porque de todos os jogadores do ataque, ele é quem mais abre o campo. Ainda não esteve no seu melhor nível, mas a velocidade do jogador foi importante, inclusive em um dos gols.

Assim como Carille no início do ano, Loss pode ter encontrado uma alternativa importante sem a presença de um centroavante típico, mas com a presença de outros jogadores que se movimentam. O próprio Romero disse que a sua função em campo mudou, embora, como vemos pelo seu posicionamento médio, não mudou tanto a sua posição. O paraguaio volta menos para marcar e ataca mais o adversário a partir do meio, na saída de bola. Com as opções que tem, Roger e Jonathan, talvez seja a que melhor jogou.

O Corinthians volta a campo contra a Chapecoense, na quinta-feira, pela partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil. O técnico Osmar Loss já afirmou que não deve poupar jogadores e, portanto, é bem provável que o time que entre em campo seja similar ao que jogou contra o Vasco neste domingo.

Defesa que preocupa no Vasco

Os vascaínos têm muito o que refletir em relação ao sistema defensivo, que tomou quatro gols neste domingo e já tinha tomado três da LDU no meio da semana, pela Sul-Americana. O time teve Pikachu novamente como destaque, marcando de pênalti, mas o sistema defensivo segue sofrendo mais do que deveria.

A atuação do goleiro Martín Silva foi ruim, assim como do volante Leandro Desábato, o que comprometeu para que o placar fosse tão grande para o adversário. Ofensivamente, o time errou demais. Apesar de ter chutado 12 vezes a gol, só acertou quatro desses chutes no alvo. O Corinthians, com um pouco menos de chutes, 10, acertou cinco deles no alvo – e quatro entraram.

O Vasco volta a campo contra o São Paulo, no Morumbi, no próximo domingo. Até lá, Jorginho tem bastante trabalho para tornar a defesa do time mais sólida, já que enfrentará um time em boa fase.