A seleção brasileira fez o seu papel na fase de grupos da Copa do Mundo da Coreia do Sul e do Japão. Estreou batendo a Turquia, no sufoco, e emendou com uma goleada sobre a China. Na terceira rodada, já classificado e podendo empatar para ser líder da chave, enfrentou Costa Rica do técnico brasileiro Alexandre Guimarães e, soltinho, mandou mais uma sacolada de gols: 5 a 2, com direito a um acrobático tento marcado por Edmilson.

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Edmilson era um jogador de poucos gols. Este foi seu único com a camisa amarela em jogos oficiais. No Mundial de 2002, exerceu a importante função de ser o elo entre a defesa e o meio-campo, o volante recuado para ser o terceiro zagueiro da equipe de Felipão. Executou sua missão muito bem: o Brasil foi campeão levando mais de um gol em apenas uma partida. Justamente na pelada contra a Costa Rica.

Ronaldinho Gaúcho deixou a equipe titular para dar lugar a Edílson, que deu o passe para o primeiro gol, marcado por Ronaldo, aos 10. O artilheiro brasileiro voltaria a balançar as redes, três minutos depois, após uma jogada de raça dentro da área. Com o intervalo batendo na porta, Júnior – outro que bateu um bolão contra a Costa Rica – recebeu na ponta esquerda e cruzou. A bola desviou na marcação e subiu. Edmílson emendou uma acrobacia para fazer 3 a 0.

A Costa Rica assustou. Diminuiu com Wanchope, logo na sequência, e fez o segundo, com Gómez, aos 11 minutos da segunda etapa. Foi o bastante para o Brasil acordar: Júnior deu outra assistência, agora para Rivaldo, e fechou a goleada com um belo gol, em que dominou entrando na área e bateu colocado, entre o goleiro Erick Lonnis e a trave.

Três jogos, três vitórias, onze gols marcados, apenas três sofridos. O Brasil que viajou à Ásia contestado já dava sinais de que estava mais forte que o esperado. E como estava.