Casamento exige planejamento com antecedência e até quem não casou, como eu, sabe disso. Mas o que fazer quando você planeja com todo cuidado e, por uma mudança não programada, o seu time do coração fará o maior clássico da história contra o rival na maior final da Libertadores em todos os tempos? Galvão Bueno diria um “vive um drama” para José Acosta, 30 anos, que tem o seu casamento marcado para o dia 24 de novembro. O dia do jogo de volta da final da Libertadores.

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“Quando soube que a final ia ser no sábado, dia 24 de novembro, e contra o River Plate, eu quis suspender o casamento. Queria morrer”, afirmou José ao diário argentino Olé. É justamente nesse dia, às 20h, que ele tem o seu casamento marcado. O jogo começa às 18h, ou seja, o casamento começa poucos minutos depois do apito final no estádio Monumental de Núñez.

Mas tem um problema: e se o jogo for para os pênaltis? Mais do que isso: com que cara ele chegará se o Boca perder? E se o Boca ganhar, como segurar para não celebrar loucamente em vez de ir para o altar em uma cerimônia formal? Ele mesmo respondeu. “Não sei como vou fazer para estar a tempo na igreja se a final demorar. Um porque não se pode fazer o padre esperar, é uma loucura. E disse a todos que se ganhamos a Libertadores, que não me esperem. Vou festejar, sim ou sim”, disse José, fanático pelo Boca.

O pior de tudo é que a data inicialmente escolhida para se casar com sua noiva, Solange Gómez, era no dia 30 de novembro, mas um imprevisto fez o casal mudar a data. “Por causa de um problema com o serviço de bufê, tivemos que adiantar a data do casamento em uma semana. Nunca imaginei que seria o dia de uma final de Libertadores e ainda mais um Superclássico. No dia que oficializaram a data das partidas, não fui trabalhar de tão nervoso que estava. Já estava tudo pago, então era impossível cancelar o casamento”, contou.

“Solange conhece meu fanatismo e me entende. Ela também está louca com toda essa situação. Minha cunhada já me pediu para que não a faça sofrer no altar”, disse ainda o noivo, que revelou uma divisão enorme na família e nos amigos. “Eu sou o único integrante da minha família [que é Boca]. Eles todos são River e a maioria dos meus amigos e dos convidados também. Eu já disse ao DJ da festa que se o Boca ganhar, que ponha o hino de La 12”, contou José.

O noivo ainda não sabe o que fará se o River Plate ganhar, mas apesar das brincadeiras, ele tem a sua prioridade clara para esse dia. E apesar do fanatismo, ele disse que o futebol, por mais importante que seja, não é a maior prioridade. “Sou louco pelo Boca, mas vou chegar ao casamento sim ou sim. É um grande passo na minha vida e eu tenho que desfrutar”, terminou.

José vai se casar no dia 24. Ou muito feliz pelo título do seu querido Boca, ou tendo que aguentar um dos dias mais importantes da sua vida ser marcado por uma dolorosa derrota.