A Copa do Nordeste voltou em 2012 ao futebol brasileiro e, com ela, a vontade de alguns de ver novamente copas regionais. A CBF oficializou a criação de mais uma competição desse tipo: a Copa Verde. O nome sugestivo não é de uma das empresas que defendem a sustentabilidade, mas sim de um torneio que terá times de 11 estados: Pará, Amapá, Amazonas, Roraima, Rondônia, Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Tocantins e a grande surpresa: Espírito Santo.

Aí você pensa: por que o Espírito Santo? Parece estranho, mas faz algum sentido. Primeiro, a Copa Verde foi uma ideia para movimentar os times da Amazônia apenas. O alcance do torneio foi estendido até o Pantanal e um time capixaba, porque o Espírito Santo participava da Copa Centro Oeste. Até por isso, a competição é um regional, ainda que, bem, Rondônia, Roraima ou Acre não estejam nem um pouco perto do Espírito Santo.

É um torneio de tiro curto, que vai do dia 19 de janeiro a 16 de fevereiro. Contará com times tradicionais do futebol desses estados, em uma competição que tem o formato da Copa do Brasil: jogos de ida e volta, em mata-mata. Assim, serão usadas oito datas para o torneio. Os custos de viagem (que saõ altos, dadas as distâncias) serão bancados pelo Ministério do Esporte e o Esporte Interativo, que tem os direitos de transmissão do torneio.

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Alguns dos participantes do torneio têm muita história no futebol brasileiro. São eles: Paysandu (PA), Brasiliense (DF), Remo (PA), Cuiabá (MT), Cene (MS), Mixto (MT), VEC (RO), Nacional (AM), Brasília (DF), Náutico (RR), Plácido de Castro (AC), Desportiva (ES), Paragominas (PA), Princesa do Solimões (AM), Interporto (TO) e Oratório (AP).

O mais interessante é que valerá uma vaga na Copa Sul-Americana de 2015, o que é melhor do que o sistema para definir os classificados em 2013, quando os times eliminados nas primeiras fases da Copa do Brasil e que ficaram dentro da zona da Sul-Americana no Campeonato Brasileiro herdavam a vaga. Além de ser um sistema estúpido para definir os classificados à competição, ainda cria uma dúvida sobre o que é mais interessante para os clubes: avançarem na Copa do Brasil ou irem para a Sul-Americana.

Por isso, já que é para distribuir vagas na Copa Sul-Americana com esse critério imbecil, é melhor fazer isso para um clube que levante uma taça de um campeonato regional. Bom, regional em um sentido bem amplo do termo, ao menos.


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