Copa do Mundo

Veja como foi a marmelada da Alemanha que sacaneou a Argélia em 1982

A Argélia passa de fase na Copa, e logo de cara enfrenta a Alemanha. Parece roteiro de filme. Na primeira vez que passam da fase de grupos, os argelinos encontram uma das seleções que impediram que isso ocorresse na sua estreia em Mundiais, em 1982. Claro, a marmelada entre Alemanha Ocidental e Áustria que desclassificou o time africano da Copa da Espanha será um dos assuntos do dia.

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Resumindo, a Argélia fechou sua participação na primeira fase vencendo o Chile em 24 de junho. No dia seguinte, alemães-ocidentais e austríacos fariam a última partida da chave. Uma vitória da Áustria ou um empate classificariam austríacos e argelinos. Uma vitória da Alemanha Ocidental por 3 ou mais gols de diferença passaria alemães-ocidentais e argelinos. Os únicos resultados que serviam para as duas equipes europeias seria uma vitória alemã-ocidental por 1 ou 2 gols.

Foi o que aconteceu. Hrubesch fez 1 a 0 aos 10 minutos de jogo. Nos minutos seguintes, os alemães-ocidentais criaram mais algumas boas oportunidades até os 25 minutos do primeiro tempo, quando tudo parou. Nada mais relevante aconteteu. Os times tocaram a bola até o final. O segundo tempo foi modorrento. O comentarista da TV alemã-ocidental se negou a continuar comentando a partida, o comentarista da TV austríaca recomendou que os telespectadores mudassem de canal, um torcedor alemão queimou a bandeira de seu país, torcedores argelinos mostraram dinheiro para os jogadores. Um escândalo que fez a Fifa mudar as regras e, a partir de 1986, sempre colocou a última rodada de cada grupo com jogos simultâneos.

Mas como foi essa marmelada. Bem, o objetivo de tudo isso era só fazer um preâmbulo para apresentar o vídeo abaixo, e fazer que você confira como foi A Desgraça de Gijón.

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Ubiratan Leal

Ubiratan Leal formou-se em jornalismo na PUC-SP. Está na Trivela desde 2005, passando por reportagem e edição em site e revista, pelas colunas de América Latina, Espanha, Brasil e Inglaterra. Atualmente, comenta futebol e beisebol na ESPN e é comandante-em-chefe do site Balipodo.com.br. Cria teorias complexas para tudo (até como ajeitar a feijoada no prato) é mais que lazer, é quase obsessão. Azar dos outros, que precisam aguentar e, agora, dos leitores da Trivela, que terão de lê-las.

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