Copa do Mundo

“Sai que é sua, Taffarel!”: Nos 18 anos do épico Brasil x Holanda de 98, o vídeo com o jogo completo

Histórico palco do futebol francês, o Estádio Vélodrome possui uma ligação especial com o 7 de julho. Em 2016, a França conquistou no campo marselhês a sua classificação à final da Eurocopa. Há 18 anos, o local também abrigava uma grande partida. Outra semifinal, mas de Copa do Mundo. Em um Mundial de jogaços, como o de 1998, talvez aquele Brasil x Holanda tenha sido o melhor – pelo drama, pela qualidade dos times, pela intensidade, pelo futebol apresentado. O empate por 1 a 1 acabou sendo pouco para a quantidade de chances criadas durante os 120 minutos. A decisão, por fim, acabou indo para os pênaltis. Então, Taffarel eternizou sua imagem na Seleção, decidindo a vitória por 4 a 2 na marca da cal.

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Em Marselha, o então Ronaldinho fez a partida mais digna do fenômeno que era. Infernizou a defesa da Holanda a todo o tempo, marcou o primeiro gol do jogo, parou em grandes defesas Van der Sar. Mas outro brasileiro que também doutrinou naquela noite foi Rivaldo. É só ver quem servia o camisa 9 na maior parte dos lances, uma espécie de prévia do que se veria em 2002. Porém, a criticada defesa de Zagallo sofreu. Havia duas avenidas nas laterais. Taffarel, no tempo normal, já tinha operado uma defesaça. Mas dar tantos espaços era uma temeridade, ainda mais contra um time que contava com Kluivert e Bergkamp na linha de frente. O camisa 9 buscou o empate aos 42 do segundo tempo.

O equilíbrio se seguiu na prorrogação. Até a disputa por pênaltis. Que Taffarel tenha vivido diversos momentos contestáveis ao longo da carreira, não dá para negar a lenda que se ergueu em Copas do Mundo. Que atingiu o seu ápice em Marselha. Se o Brasil disputou a final em 1998, o goleiro foi o grande responsável. Pegou as cobranças de Cocu e Ronald de Boer. Coroou uma das mais memoráveis partidas da Seleção em Mundiais. E com um final feliz, que não se repetiria cinco dias depois, no Stade de France.

Abaixo, dois vídeos, um com os melhores momentos e outro com o jogo completo, para quem quiser se aventurar. Não irá se arrepender. Até Galvão Bueno brilhava naquela época:

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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