Copa do Mundo

A nossa retrospectiva só poderia começar de uma forma: com a Copa das Copas

Chegou o fim do ano e, junto com os chocotones, as retrospectivas de fim de ano, e a nossa só poderia começar a com o melhor mês de 2014

O fim do ano chega mesmo quando começamos a ver as promoções das lojas, as ruas, casas e prédios ganham decorações de Natal, você começa a contar os dias para receber o 13º, acaba o Brasileirão, começam as férias escolares, os chocotones aparecem – o chocotone é uma das melhores coisas do fim do ano – e quando aparecem as retrospectivas. É quando quem ainda não se tocou que o ano está por esses dias sente a ficha cair. Melhor que chocotone, só comer chocotone lembrando das coisas boas do ano.

O ano de 2014 foi especial para a Trivela. É preciso começar assim, porque isso tem a ver com vocês, que estão lendo. Nós fizemos mudanças fortes, ainda mais drásticas do que fizemos em 2013, sempre pensando em levar a quem nos lê mais do que o básico. Nós levamos a sério o nosso lema “futebol além do óbvio”. Cavamos por histórias e tentamos estar sempre com os assuntos que você quer ler, quer falar, quer entender.

Nós ampliamos os nossos objetivos. Um deles foi trazer o futebol brasileiro para mais perto e nos aproximarmos ainda mais dos leitores. Criamos o Tema da Semana, trazendo um assunto especial ao centro das atenções. Criamos as dicas da Trivela, com os textos mais interessantes que lemos por aí – afinal, tem muita gente boa fazendo coisas interessantes e é nosso papel também trazer isso a vocês.

Vivemos uma Copa do Mundo por aqui, tivemos uma Libertadores e um Sul-Americana intensas, um Brasileirão cheio de emoções e problemas. Entramos de vez nos assuntos que você queria que tratássemos, como a briga das TVs por eventos e por profissionais. Foi um grande ano e chegou a hora de lembrarmos as coisas mais importantes que fizemos em 2014. Ao longo desta semana, traremos o que de melhor nós vimos neste ano. Não poderíamos começar de outra forma.

Ano de Copa do Mundo é sempre um ano especial para quem gosta de futebol. É ano que começa com a expectativa, depois a vivemos plenamente e então sentimos falta dela. Ah, Copa do Mundo, volta! Como não é possível voltar, resolvemos que esse será o primeiro tópico que a Trivela irá abordar. A Copa do Mundo foi especial porque foi no Brasil e boa parte de nós não tinha vivido isso em 1950 – a maioria nem era nascido. Fomos às mais diversas sedes da Copa, vimos as pessoas viverem o Mundial muito além das quatro linhas. Os estádios apareceram na TV, mas a Copa foi uma realidade para muito mais gente. Foi a Copa da zoeira, dentro e fora dos estádios.

São muitas histórias por esse Brasil, que incluíram desbravar Cuiabá, Manaus, Fortaleza, Salvador, Recife, São Paulo e Rio de Janeiro. Mais do que lembrar do que vimos em campo, com a Argélia fazendo grande Copa, com a Costa Rica surpreendendo o mundo, com a Colômbia fazendo bonito, com o Brasil sendo atropelado (indo, voltando, indo de novo e voltando de novo) pela Alemanha, a busca de Messi pela tão almejada taça de campeão do mundo e, claro, a Alemanha e sua conquista histórica. Foi a Copa das pessoas nas ruas, nas festas e onde foi possível viver essa experiência que é a Copa do Mundo.

Relembre o que vivemos na maior Copa de todos os tempos:

O dia que os ingleses desistiram de odiar Manaus

Nas andanças de nossos repórteres pelo Brasil durante a Copa do Mundo, Leandro Beguoci flagrou os ingleses se divertindo muito mais do que esperavam em Manaus, alvo de mitos e falta de informação da imprensa britânica às vésperas do torneio.

Torcedor inglês tira foto ao lado de índias do interior do Amazonas (foto: Leandro Beguoci)
Torcedor inglês tira foto ao lado de índias do interior do Amazonas (foto: Leandro Beguoci)

A Copa mostrou que São Paulo também é San Pablo

Como foi a Copa do Mundo da América Latina, com seis representantes nas oitavas de final, e sede no Brasil, aproveitamos para mostrar a veia latina de São Paulo.

El Guaton, reduto chileno em Pinheiros: bigode, empanadas e frango a lo pobre (Foto: Leandro Beguoci)
El Guaton, reduto chileno em Pinheiros: bigode, empanadas e frango a lo pobre (Foto: Leandro Beguoci)

Cachorros quentes da Copa: nos enchemos de coragem e comemos todos. E aprovamos

Sim, senhores, um cachorro-quente de feijoada
Sim, senhores, um cachorro-quente de feijoada

A reportagem de vez em quando exige sacrifícios para os quais nem todos estão preparados, mas nós estávamos. Comemos todos os cachorros-quentes temáticos da Copa do Mundo, inclusive o de feijoada e de comida japonesa.

Sanduíches da Copa do McDonald’s: nós comemos todos e contamos como eles são

A culinária temática esteve em alta durante a Copa do Mundo, e além dos cachorros-quentes de Itaquera, comemos também todos os tradicionais lanches do McDonalds. Nossa avaliação gastronômica foi tão bão quanto os sanduíches.

Comemos todos os sanduíches do McDonalds (Foto: Divulgação)
Comemos todos os sanduíches do McDonalds (Foto: Divulgação)

Futebol é ópio do povo? Então Copa no centro de SP é overdose coletiva

E bem longe de onde a bola rolou em São Paulo, também teve muita Copa do Mundo: fomos ao Vale do Anhangabaú e vimos como era a overdose coletiva em dia de jogo do Brasil.

Holandeses (ou fãs dos holandeses) no Vale do Anhangabaú (Foto: Leandro Stein)
Holandeses (ou fãs dos holandeses) no Vale do Anhangabaú (Foto: Leandro Stein)

Como a Copa no Brasil virou uma máquina de destruir chavão

A imaginação de como seria a Copa do Mundo do Brasil tornou-se realidade e, no final, contra todos os chavões e ideias pré-definidas, não é que deu tudo muito certo?

Russos se divertindo em Cuiabá: festa é algo que a gente continua sabendo como fazer (foto: Helson França/Portal da Copa)
Russos se divertindo em Cuiabá: festa é algo que a gente continua sabendo como fazer (foto: Helson França/Portal da Copa)

Vila Madalena, com loucura e delírio, vira “buraco negro” em São Paulo

Um grande personagem da Copa do Mundo em São Paulo foi a Vila Madalena, bairro cheio de bares e baladas da capital paulista. Durante o torneio, tornou-se uma Fan Fest extra-oficial, com alguns exageros, mas com a loucura e o delírio que apenas o futebol inspira nas pessoas.

Um homem e sua boneca inflável: existe amor em SP (foto: Leandro Beguoci)
Um homem e sua boneca inflável: existe amor em SP (foto: Leandro Beguoci)

O dia que a Copa do Mundo fez o sol se pôr a leste

A Copa do Mundo na zona leste de São Paulo não foi apenas em Itaquera, no moderníssimo estádio do Corinthians, onde a cerveja era cara, e o acesso, exclusivo. A sua própria maneira, São Miguel Paulista também viveu o clima do torneio.

Garotos na zona leste vestem camisa de Cristiano Ronaldo e Neymar (Foto: Felipe Lobo/Trivela)
Garotos na zona leste vestem camisa de Cristiano Ronaldo e Neymar (Foto: Felipe Lobo/Trivela)

E se as seleções da Copa fossem séries de TV?

Imagine por um momento que a Copa do Mundo fosse uma grande série de televisão (tem todos os elementos para ser) e as seleções fossem personagens conhecidos do público aficionado. A trama desenvolveu-se e mostrou que a Alemanha, como Tony Soprano, triunfou mais uma vez contra os seus inimigos, a Costa Rica não foi tão irrelevante quanto pensávamos e o Brasil não conseguiu eliminar o seu Red John. E mais 29 comparações.

Tony Soprano ou seleção alemã? As semelhanças são muitas
Tony Soprano ou seleção alemã? As semelhanças são muitas

Deveria ter Copa todo ano

Não foi a primeira Copa do Mundo das redes sociais, mas foi a edição em que elas mais estiveram presentes. O resultado, desde a seleção alemã cantando o hino do Bahia a Arsène Wenger jogando futevôlei, foi uma série de momentos cômicos, de pura picardia e alegria, ao redor das terras brasileiras. Vários motivos para convencer a Fifa a fazer uma Copa do Mundo no Brasil por ano.

25 momentos (carisma) em que a Alemanha foi o Brasil na Copa

A rainha da zoeira e da galhofa, como não poderia deixar de ser, foi a Alemanha. Curtiu a Bahia como nunca (e ainda saiu do Brasil com a Copa do Mundo), dominou as redes sociais e ainda fez caridade. Reunimos 25 momentos em que os germânicos se sentiram em casa.

Os alemães preocupados com a segurança nacional
Os alemães preocupados com a segurança nacional

Maracanã mudou, mas a reverência ao templo do futebol continua a mesma

O Maracanã mudou, das arquibancadas ao perfil dos seus visitantes, mas antes da final da Copa do Mundo, recebeu a mesma reverência de sempre. Não são algumas reformas que vão interferir na sua posição como templo do futebol.

Maracanã: o templo do futebol
Maracanã: o templo do futebol

A Copa mostrou: não precisa ter (tanto) medo, amigo

Em um balanço do que deu certo e errado na Copa do Mundo, o Brasil saiu com a consciência tranquila, mas o mais importante foi mostrar a sua própria população que não tem problema visitar lugares diferentes e falar com pessoas estranhas.

Um dos principais legados da Copa do Mundo foi mostrar o Brasil ao próprio Brasil
Um dos principais legados da Copa do Mundo foi mostrar o Brasil ao próprio Brasil

Ninguém sabe dizer o que a arena da Copa trouxe de bom para São Lourenço da Mata

Um estádio no meio do nada, e uma pequena cidade que ainda precisa do básico para crescer: andando pelas ruas de São Lourenço da Mata, ninguém conseguiu dizer o que a Arena Pernambuco trouxe de bom para o local.

São Lourenço da Mata não teve muito clima de Copa (Foto: Bruno Bonsanti)
São Lourenço da Mata não teve muito clima de Copa (Foto: Bruno Bonsanti)

Copa 2014: nós mostramos quem são os tubarões, e quem são os peixes pequenos

Antes da Copa do Mundo, analisamos as 32 seleções, com seus pontos fracos e fortes, expectativas e pequenos perfis de todos os jogadores. Quem são os tubarões e os peixes pequenos. Para todos os torcedores entrarem na discussão cheios de informações.

tubarões e peixes

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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