Hoje nas Copas

O 21 de junho em Copas: o Brasil de 1970 ganha o seu lugar na história

Qual é a maior seleção de todos os tempos? Para muitos, é o Brasil de 1970. Aquele time conquistou a Copa do Mundo, no México, fazendo apresentações incríveis. Até o dia da final, foram 15 gols em cinco partidas, incluindo uma vitória sobre a Inglaterra, campeã do mundo. O Brasil também venceu o Uruguai, 20 anos depois do Maracanazo. Além disso, momentos épicos como os gols não marcados por Pelé, do meio-campo contra a Tchecoslováquia, e dando meia lua no goleiro contra o Uruguai. Foi também uma grande adaptação de jogadores, taticamente, com um 4-2-4 ousado: Félix; Carlos Alberto, Brito, Piazza e Everaldo; Clodoaldo e Gérson; Jairzinho, Pelé, Tostão e Rivelino.

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Havia a expectativa de conquistar a Jules Rimet. O Brasil, duas vezes campeão do mundo, ficaria com a taça em definitivo se vencesse. Mas do outro lado, a Itália, campeã em 1934 e 1938, também tinha a expectativa de levar a taça para casa. O Brasil era amplamente favorito, mas a Itália era um time respeitável e cheio de grandes nomes: Enrico Albertosi, Tarcisio Burgnich, Giacinto Facchetti, Mario Bertini, Roberto Rosato, Pierluigi Cera, Angelo Domenghini, Sandro Mazzola, Roberto Boninsegna, Giancarlo De Sisti, Luigi Riva.

Era uma batalha conceitual: o jogo fluido e ofensivo do Brasil, com uma formação extremamente ofensiva e que tomou gol em quatro dos cinco jogos anteriores contra um time que tem o Catenaccio como parte do seu DNA. Naquele dia, o desafio da Itália era tático, técnico e também físico. No calor e na altitude do México, enfrentar o Brasil era um desafio terrível em todos os aspectos.

A Itália tinha predicados grandes para atrapalhar o Brasil. Só que isso foi destruído rapidamente. Naquele 21 de junho de 1970, a Itália poderia marcar um gol, como marcou, mas a vitória parece designada a um dos lados. Pelé, Gérson, Jairzinho e Carlos Alberto marcaram gols que entraram na história. Gérson fez uma partida exuberante, a ponto de ser exaltado pelo repórter do jornal Glasgow Harold, da Escócia.

“A Copa do Mundo da Inglaterra está de volta à América do Sul. Com o som de fundo de marracas e bongo, o Brasil jogou com o ritmo de samba para ganhar o Troféu Jules Rimet, esmagando a Itália com um show de força e magnificência ofensiva no segundo tempo. Eles podem bem chamar o próximo troféu de Pelé, mas o nome que o Brasil deveria gravar nesse troféu é Gérson, o seu meio-campista encorpado cuja habilidade e persistência permitiu a esta orgulhosa nação, onde o futebol é uma ideologia, recuperar o troféu que perdeu em uma sombria noite no Goodison Park quatro anos atrás”, escreveu o jornal escocês.

Gérson é um cracaço e Pelé, que já era uma estrela, chamou a atenção, mas o meia mostrou a sua capacidade para o mundo naquela Copa.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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