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Espanha garante vaga na Copa querendo provar que continua sendo uma força

A seleção espanhola foi a melhor do mundo entre 2008 e 2012, com um título mundial e dois europeus, superando todos os seus adversários, menos um: o tempo. Xavi, Iniesta, Xabi Alonso, Villa, Torres, Casillas, pilares da equipe, envelheceram, alguns deixaram a equipe e, em transição, a Espanha fez um papel patético na Copa do Mundo do Brasil. Nesta sexta-feira, a vitória por 3 a 0 sobre a Albânia garantiu-lhe a oportunidade de provar, ano que vem, na Rússia, que continua sendo uma força do futebol internacional.

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Vicente Del Bosque ainda não parecia convencido de que precisava renovar a seleção espanhola quando definiu a lista de jogadores para vir ao Brasil, três anos atrás. Havia algumas caras novas, outras conhecidas em decadência, e a mistura não deu certo. Com direito a ser humilhada pela Holanda, por 5 a 1, em Salvador, a Espanha foi eliminada na fase grupos com apenas uma vitória em três jogos, contra a Austrália.

Del Bosque seguiu até a Eurocopa da França e deixou o cargo vago depois de ser eliminado pela Itália, nas oitavas de final. Chegou Julian Lopetegui, que comandou a campanha de classificação para a Rússia, dando oportunidades para novidades que se destacam em seus clubes, como Saúl, Asensio e Isco, e fixando jogadores mais experientes que eram coadjuvantes por causa da forte concorrência, como David Silva e Koke.

O lateral direito da Real Sociedad, Odriozola, por exemplo, fez seu primeiro jogo com a camisa da seleção espanhola contra a Albânia e brilhou. Participou da jogada de dois gols, a bela ação coletiva que terminou com a finalização de Isco, e o terceiro, marcado por Thiago. Fez outro punhado de jogadas importantes no setor ofensivo, em que pese a fragilidade da Albânia, que mal conseguiu ameaçar a dona da casa.

O seu grupo era bastante acessível e, desde o começo, tudo dependeria do que fizesse no confronto direto contra a Itália. Empate fora de casa e vitória por 3 a 0 nos seus domínios foi o suficiente para deixar a tetracampeã a uma boa distância. E o empate italiano contra a Macedônia, nesta sexta, selou a vaga da Espanha.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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