BrasilEliminatórias da Copa

Brasil manteve o 100%, mas com atuação fraca em que pouco se salvou além de Raphinha

O ponta do Leeds entrou no segundo tempo e estreou com duas assistências e a jogada para o gol da virada contra a Venezuela, marcado por Gabigol

Gabigol marcou após seis jogos em branco, e o Brasil, sem Neymar, chegou a nove vitórias em nove rodadas das Eliminatórias Sul-Americanas, mas teve uma atuação muito fraca para ganhar da Venezuela, fora de casa, por 3 a 1. A boa notícia foi a atuação do ponta Raphinha, que fez a sua estreia no segundo tempo e contribuiu para os três gols da partida.

De resto… pouco se salvou. A ausência de Neymar foi naturalmente sentida, mas ainda deveria ser possível jogar mais. Tite formou uma dupla no meio-campo, com Gerson e Fabinho que não deram a criatividade e o combate que se esperava, especialmente o jogador do Olympique Marseille.

Éverton Ribeiro e Lucas Paquetá na armação e Gabriel Jesus e Gabigol no ataque também não funcionaram e, no primeiro tempo, não geraram um chute ao alvo. O Brasil teve longos períodos de controle de posse de bola, sem criação, e recorreu a um escanteio e um pênalti, após contra-ataque, para construir a sua vitória.

Aos sete minutos do primeiro tempo, Gabigol teve uma boa oportunidade, dominando de costas, girando e batendo rasteiro, com perigo. Mas logo em seguida, Soteldo cruzou pela direita, Fabinho e Marquinhos escorregaram quase ao mesmo tempo, e Ramírez abriu o placar de cabeça.

O gol não impulsionou o Brasil a jogar muito melhor. Gabriel Jesus perdeu uma chance incrível dentro da área, batendo cruzado rente à trave, mas estava impedido. Lucas Paquetá encontrou um lindo passe para Éverton Ribeiro, que tentou achar Gabigol no meio da área. A defesa da Venezuela desviou no travessão. Perto do intervalo, Peñaranda e Machís finalizaram, mas Alisson defendeu sem problemas.

Tite mexeu no intervalo, com a entrada de Raphinha na vaga de Éverton Ribeiro. O Brasil teve muito controle no começo da etapa final, mas passou 25 minutos praticamente sem fazer nada com a bola. Teve uma cobrança de falta que Thiago Silva desviou de cabeça para as redes, mas em posição de impedimento. E aos 26, Raphinha cobrou escanteio da esquerda, e Marquinhos subiu para cabecear firme e empatar a partida.

Raphinha seguiu afim de jogo e exigiu defesa de Joel Graterol com um chute no canto e, aos 37, puxou o contra-ataque pelo meio e deixou na medida para Vinícius Júnior. O atacante do Real Madrid, em ótimo começo de temporada, dominou e abriu para a perna direita. Graterol fez a defesa, Gabigol buscou o rebote e foi derrubado por Óscar González. Pênalti, que o próprio Gabigol converteu para virar o jogo.

Raphinha fez mais uma boa jogada nos acréscimos, pela linha de fundo, para dar assistência ao terceiro gol, marcado por Antony, em sua estreia pela seleção brasileira. A vaga no Catar está mais do que encaminhada, com oito pontos de vantagem para a Argentina, e 13 para o quinto lugar, com um jogo a menos, mas as atuações mais recentes do Brasil têm deixado bastante a desejar.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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