A Copa do Brasil se renovou substancialmente em 2013. Os prêmios ao campeão continuam os mesmos, a taça e a vaga na Copa Libertadores do próximo ano. De qualquer forma, não dá para negar que a inclusão dos clubes que disputaram a competição continental aumenta de maneira significativa as expectativas. Os choques entre camisas pesadas aumentam e tornam ainda mais memorável a possível conquista do torneio.

A prova disso está no próprio chaveamento das oitavas de final. Botafogo x Atlético Mineiro, Cruzeiro x Flamengo e Santos x Grêmio protagonizam os principais confrontos desta fase. São três duelos entre os tradicionais ‘12 grandes’, um número já significativo quando comparado com as últimas edições do torneio.

Como cruzeirenses ou flamenguistas necessariamente cruzarão com botafoguenses  ou atleticanos nas quartas de final, o certame contará com pelo menos quatro encontros dos 12 grandes. É o segundo maior número desde 2001, quando os times da Libertadores passaram a ficar de fora da Copa do Brasil. No intervalo até o ano passado, quando o regulamento foi utilizado, a média de partidas envolvendo os principais clubes cariocas, gaúchos, mineiros e paulista foi de 2,42 por edição.

E quatro é o número mínimo de confrontos entre os 12 grandes na Copa do Brasil de 2013. Se Corinthians, Internacional, Palmeiras, Fluminense e Vasco fizerem valer suas forças, o total de duelos sobe para dez, recorde na história da competição. A quantidade igualaria o torneio de 2000, quando os times da Libertadores entraram nas oitavas de final. Naquele ano, as quartas de final contaram apenas com os grandes. Além do mais, até 1995, cada estado tinha no máximo dois representantes, limitando a presença dos grandes.

As classificações de Goiás e Atlético Paranaense, bem possíveis, ou mesmo vitórias surpreendentes de Nacional, Luverdense e Salgueiro, que pintam como zebras, não tiram a graça da competição. Se acontecerem, podem muito bem premiar quem foi melhor no chaveamento. O fato é que, contando com as equipes da Libertadores, a Copa do Brasil finalmente passa a ter na briga pelo título os melhores elencos do país.

Reforçada, a copa aumenta seu nível, passa atrair um interesse maior dos clubes e, consequentemente, também eleva seu potencial comercial. Uma mudança tão simples e que traz benefícios a todas as partes envolvidas. Já serve de lição ao futebol brasileiro que um pouco de organização não faz mal a ninguém – e poderia ensinar que um calendário melhor pensado, com reformulações nas datas dos estaduais, também ajudaria bastante.