Quando a bola rolar às 12h (horário de Brasília) deste domingo (18) para Portugal x México, o futebol português estará vivendo o momento histórico de ter sua seleção disputando pela primeira vez a Copa das Confederações. Um feito possível graças à conquista da Eurocopa do ano passado.

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E é justamente por ser o atual campeão europeu que Portugal entra na competição observado de maneira diferente pelos adversários e pelo mundo do futebol. Ainda que esteja longe de ser uma potência global, a seleção lusitana parte como favorita, pelo menos, para chegar às semifinais sem grandes dificuldades. Além do México, enfrentará na primeira fase a anfitriã Rússia e a Nova Zelândia – os dois melhores se classificam.

Ser o protagonista de uma competição desse porte é novidade para Portugal. E é aí que reside o grande desafio do time comandado pelo técnico Fernando Santos. Afinal, a Copa das Confederações pode servir como uma espécie de divisor de águas para que se conheça o verdadeiro tamanho da seleção no contexto mundial.

O assunto é corrente em Portugal e foi tocado pelo meio-campista Danilo Pereira numa das últimas entrevistas coletivas antes do embarque para a Rússia. “Vamos encarar a Copa das Confederações com a maior ambição e não pensar que a Eurocopa foi o topo das nossas carreiras, e sim que ainda pode haver mais e melhor no futuro”, disse.

Com o grupo completo à disposição, Fernando Santos poderá escalar a equipe da maneira como preferir. Com jogos a cada três dias e no fim da temporada europeia, terá de ter atenção especial à parte física dos jogadores. Terá de lidar, também, com o aspecto psicológico dentro e fora do campo. Cristiano Ronaldo, por exemplo, acaba de ser denunciado pelo Ministério Público espanhol por uma suposta fraude de € 14,7 milhões ao fisco do país entre 2011 e 2014.

Ambicioso, o técnico diz que ainda não marcou a viagem de volta para Portugal. Ao mesmo tempo, deixa claro que a prioridade da seleção é se classificar para a Copa do Mundo. Neste momento, Portugal é a segunda colocada de seu grupo das eliminatórias, três pontos atrás da líder Suíça.

Fazer uma grande campanha na Copa das Confederações pode não só servir de incentivo ao que resta na qualificação para o Mundial como, também, criar uma “casca” ainda maior na seleção portuguesa, que quer ser olhada como para além da zebra que ganhou a Euro.


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