Quase não víamos empates na fase de grupos da Copa da Ásia. Os times mais fortes dominaram a competição desde o começo e se impuseram sem muitos problemas. No primeiro dia das quartas de final, Austrália, mesmo tendo se classificada em segundo lugar, era favorita contra a China. E venceu, com dois gols de Cahill. A Coreia do Sul era bastante favorita contra o Uzbequistão e também venceu, ainda que tenha sofrido com a prorrogação. Nesta sexta, os favoritos sofreram, mas desta vez acabaram eliminados. Irã e Japão, duas seleções que vieram à Copa do Mundo de 2014 no Brasil, acabaram eliminados nos pênaltis diante de Iraque e Emirados Árabes, respectivamente.

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O Irã era mais forte do que o Iraque, pelo time que tem. Só que era um caso onde era mais esperada uma zebra, porque a rivalidade com o Iraque é forte por muito mais do que futebol. O jogo foi alucinante, com um empate por 1 a 1 no tempo normal e por 2 a 2 na prorrogação. Uma prorrogação com tantos gols é sempre emocionante – e de tirar o fôlego dos técnicos e torcedores das duas seleções. Nos pênaltis, onde as distâncias técnicas entre os times diminuem muito, o Iraque venceu por 7 a 6. Uma surpresa, mas parecia que seria a única do dia. Não foi.

O Japão é o atual campeão da Copa da Ásia e talvez seja a seleção mais forte do continente. Tornou-se participante habitual da Copa do Mundo desde a sua primeira, em 1998. É o maior campeão do torneio asiático. Era a grande favorita antes do início da disputa. E tinha mostrado na primeira fase ser um time consideravelmente mais forte que os rivais. Só que tudo isso ficou no caminho quando o time enfrentou os Emirados Árabes nesta sexta.

O gol dos Emirados Árabes, aos sete minutos do primeiro tempo, de Ali Mabkhout, deu uma vantagem enorme ao time do Oriente Médio. O Japão, que esteve longe de fazer uma grande partida, precisou trabalhar muito para conseguir voltar ao jogo. O segundo tempo japonês foi inteiro de pressão. O técnico Javier Aguirre colocou a equipe dentro da área dos Emirados Árabes e jogou muitas bolas na área. As chances foram criadas, mas a finalização pecou pela precisão e os emiratenses defenderam como puderam. Ainda ameaçavam, bastante eventualmente, em contra-ataques, com destaque para a habilidade de Omar Abdulrahman, camisa 10 do time. Só que a pressão era japonesa e o gol saiu aos 35 minutos da etapa final, com Gaku Shibazaki.

A prorrogação parecia inteira à mercê do Japão. O time era melhor e pressionava muito. Continuou fazendo isso e perdeu chances. Aos poucos, porém, o tempo tornou os jogadores mais nervosos. Os pênaltis vieram, o que certamente ajudou os emiratenses a ganhar confiança. Com Honda perdendo o primeiro pênalti pelo Japão, isso só aumentou. As cobranças chegaram à sexta, quando os dois times já tinham perdido uma cobrança cada. O Japão perdeu a segunda cobrança, com Kagawa, outra das suas estrelas, os Emirados Árabes ficaram a um gol de fechar a disputa. Ismail Ahmed cobrou e classificou o time, 5 a 4.

O Iraque enfrentará a Coreia do Sul na primeira semifinal no dia 26 de janeiro. Já os Emirados Árabes enfrentarão o time da casa, Austrália, no dia 27.

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