Dezenove anos depois de sediar a final da Copa América, e vencê-la contra o México, a Colômbia será novamente palco do principal jogo da competição sul-americana. A Conmebol oficializou, nesta segunda-feira, a próxima edição do torneio, ano que vem, com organização compartilhada por colombianos e argentinos.

Diferente de 2001, quando foi a única sede, a Colômbia dividirá a próxima edição com a Argentina. Será a primeira Copa América com mais de uma sede e, para minimizar os problemas logísticos, ela foi dividida em dois grupos de seis times: a Zona Sul e a Zona Norte, com cinco seleções sul-americanas cada e mais um convidado, entre Catar e Austrália, que ainda será sorteado.

A Argentina, dona da casa na Zona Sul, receberá a companhia de Chile, Uruguai, Paraguai, Bolívia e um dos convidados; a Colômbia, anfitriã da Zona Norte, estará ao lado de Brasil, Venezuela, Equador, Peru e o outro convidado. Cada sede também receberá duas partidas das quartas de final e uma das semifinais. Como a Colômbia ficou com a final, a Argentina fará a abertura, em 12 de junho.

Essa nova Copa América servirá para a Conmebol sincronizar sua principal competição de seleções com a Eurocopa, mas também será a quarta edição em seis temporadas. A saturação contribui para a falta de interesse, vista principalmente nas arquibancadas dos estádios brasileiros nas últimas semanas, e também para o baixo nível técnico.

E a edição de 2020 apresentará outro desafio: cada integrante fará pelo menos cinco partidas na fase de grupos, mas quatro avançarão às quartas de final. Haverá várias partidas que não servem para nada e o campeão terá que entrar em campo oito vezes, mais do que na Copa d Mundo. Caberá às torcidas argentinas e colombianas aquecer as arquibancadas e impedir outra Copa América meio melancólica como a atual – pelo menos até agora.