Onde vai se dar bem

Apesar de o técnico Jorge Luis Pinto ter afirmado publicamente que partirá para o ataque contra os fortes adversários que terá pela frente, o mais provável é que as circunstâncias das partidas contra Inglaterra, Uruguai e Itália forcem os costarriquenhos a recuar e fazer aquilo que mais sabem: se tornar um ferrolho defensivo. Se optar por abdicar do ataque, pode causar problema às seleções mais fortes. A pressão nunca estará do lado deles, então a cada minuto que conseguirem segurar os adversários, aumentarão a tensão sobre os adversários, dos quais se espera apenas vitórias contra a Costa Rica.

Onde vai se dar mal

A debilidade técnica em relação às outras equipes do grupo é um problema para a Costa Rica não apenas no embate direto, mas também se as circunstâncias forçarem os comandados de Jorge Luis Pinto a correr atrás do resultado. Sem contar com opções ofensivas muito boas, terá dificuldade em pressionar o adversário no caso de um resultado adverso. E o histórico dos costarriquenhos mostra que isso não fica só na teoria.

Quem pode desequilibrar

Como a Costa Rica está em um grupo com três campeões mundiais e certamente será o lado que precisará mais se defender nas três partidas que fizer, é sempre bom contar com alguém de confiança para evitar os gols, e isso o time tem. O grande destaque costarriquenho na temporada foi o goleiro Keylor Navas, do Levante, que, apesar de não atuar em um clube forte, foi capaz de ter atuações elogiáveis, a ponto de ser especulado como possível reforço do Barcelona. Neste Mundial, mais do que nunca, Navas deverá ser bastante testado e tem condições de impressionar e brecar os grandes.

A carta na manga

A Costa Rica não é lá grande coisa no ataque, mas, se tem alguém que pode causar uma surpresa indesejada para uruguaios, italianos e ingleses, essa pessoa é o jovem Joel Campbell. É só lembrar do golaço que o atleta marcou na vitória do Olympiacos por 2 a 0 sobre o Manchester United, no jogo de ida das oitavas da Liga dos Campeões. Na intermediária, Campbell recebeu a bola, passou a bola por entre as pernas do experiente Michael Carrick e, com precisão milimétrica, bateu no canto do gol, tirando de David De Gea qualquer chance de defender o chute. Além da habilidade com a bola, o jogador foi bastante regular na temporada do time grego, anotando oito gols e servindo os companheiros em 12 oportunidades para marcarem também no Campeonato Grego.

Até onde deve chegar

Naturalmente, com o nível dos jogadores que tem e dos adversários que enfrentará na fase de grupos, é inimaginável um cenário em que a Costa Rica pontue mais que duas outras equipes. Inglaterra, Uruguai e Itália deverão monopolizar a briga pelas duas vagas do Grupo D para as oitavas, com os costarriquenhos sendo o adversário cuja vitória sobre será praticamente obrigatória para os três.

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