Onde vai se dar bem

A velocidade é um dos traços mais marcantes da Colômbia. O time de José Pekerman possui um jogo coletivo capaz de manter a posse, mas individualmente seus jogadores se destacam pela rapidez. É assim com os laterais, que dão profundidade às jogadas da equipe. Também com os meio-campistas, que podem agilizar a saída de bola. E, especialmente, com os atacantes. Mesmo sem Radamel Falcao García, a mobilidade dos homens de frente colombianos é fundamental para o sucesso da equipe. Teo Gutiérrez, Bacca, Ibarbo, Adrián Ramos e Jackson Martínez possuem poder de fogo e competência para abrir espaços nas defesas adversárias através de suas combinações. Nenhum como Falcao, ainda que o bom nível do ataque esteja garantido com as opções que os cafeteros possuem.

Onde vai se dar mal

Desde que a geração de Valderrama, Asprilla e Rincón deixou a seleção, a Colômbia passou a se caracterizar pela forte defesa, que segurava os resultados diante da pouca produtividade do ataque. Foi assim durante o período de vacas magras dos anos 2000, quando os cafeteros ficaram de fora de três Copas seguidas. Uma das chaves para o sucesso de Pekerman foi manter essa característica, aproveitando também os talentos ofensivos. Só que, neste momento, a fase de seus defensores e volantes deixa em xeque essa proteção. Leão Ramírez e Perea foram cortados, enquanto vários outros nomes do setor não vêm no melhor ritmo. O próprio goleiro David Ospina, que se recuperou de lesão recente, deverá trabalhar bastante.

Quem pode desequilibrar

As preces por Radamel Falcao García foram em vão. E, sem o centroavante, quem assume a pecha de craque do time é James Rodríguez. Uma responsabilidade precoce para o meia, mas que não parece pesar tanto sobre os seus ombros. O prodígio já demonstrou maturidade o suficiente em vários momentos da carreira, por mais que o teste não tenha sido tão grande. E a tendência é que José Pekerman passe a configurar a equipe para orbitar ao seu redor – guardadas as devidas proporções, como Messi desempenha na Argentina. James possui bom chute, visão de jogo, velocidade e capacidade com os dois pés. Uma soma de habilidades ímpar na seleção colombiana, que justifica todas as apostas.

A carta na manga

Juan Cuadrado não é bem uma surpresa na Colômbia. A real importância do meio-campista dentro da equipe, contudo, tende a ser subdimensionada. Os holofotes deverão estar voltados a James e aos atacantes escolhidos por Pekerman para substituir Falcao. Mesmo em seu setor, Freddy Guarín é o mais badalado. Cuadrado possui velocidade e um ótimo jogo pelos lados do campo. Ótima alternativa tanto para abrir as defesas adversárias quanto para explorar os contragolpes. A ótima temporada com a Fiorentina foi uma prova contundente de seu bom momento, enquanto a atuação no amistoso contra o Brasil, em outubro de 2012, mostrou como ele pode se portar diante de grandes seleções.

Até onde deve chegar

Mesmo sem Falcao García, a Colômbia continua sendo a principal força no Grupo C. É claro que a diferença para os concorrentes diminui, mas nada que ameace tanto a classificação contra Costa do Marfim, Japão e Grécia. A maior questão será se virar a partir das oitavas, quando começam a pintar as camisas pesadas a partir do cruzamento do Grupo D. Sem um craque do calibre de El Tigre, que possa realmente fazer a diferença, o conjunto terá que se sobressair nesses desafios maiores. Ainda assim, dá para superar o time de 1990 e ficar ao menos entre os oito melhores.

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