Sevilla e Roma fariam aquele que, no papel, seria o jogo mais interessante dessas oitavas de final da Liga Europa. Os dois times terminaram as ligas nacionais em alta e a primeira partida não havia acontecido em março, reservando assim a definição para os 90 minutos no campo neutro de Duisburg. E por mais que os romanistas viessem de uma série de boas vitórias na Serie A, o Sevilla impôs sua força no torneio que tanto aprecia. Os andaluzes jogam pelo prestígio e pela própria história, já que a vaga na Champions nem interessa mais. Fizeram sua parte com uma vitória inapelável, em placar de 2 a 0 que os garante nas quartas de final. Os romanistas foram totalmente dominados.

O início intenso do Sevilla logo mostrou quem estava mais interessado em buscar a classificação. Antes dos 15 minutos, os andaluzes tiveram duas excelentes chances. Lucas Ocampos exigiu uma ótima defesa de Pau López e, na sequência, Jules Koundé mandou uma cabeçada no travessão. A superioridade dos rojiblancos era clara e renderia o primeiro gol aos 22. Sergio Reguilón fez grande jogada individual, ao avançar por toda a intermediária em velocidade e sem qualquer combate. O jovem invadiu a área e bateu rasteiro, contando com a colaboração de Pau López, que deixou a bola passar por baixo de seu corpo.

O Sevilla seguiu na mesma toada e quase Jesús Navas ampliou, após passar por Pau López aos 30, mas ver a bola escapar. A primeira finalização da Roma aconteceu apenas aos 35 minutos, em tiro de Nicolò Zaniolo que bateu na marcação de Koundé e saiu. Era uma partida muito segura dos andaluzes, marcando firme atrás. O zagueiro Diego Carlos, um dos melhores de sua posição na temporada espanhola, fazia outra grande atuação. E a tranquilidade dos ibéricos aumentaria aos 44, num contragolpe no qual Ocampos pegou a defesa totalmente aberta. O argentino passou pela marcação e sua batida foi abafada por Pau López, mas a bola ficou viva na área e Youssef En-Nesyri se encarregou de mandar para dentro.

O segundo tempo voltou animado. Henrikh Mkhitaryan assustaria o goleiro Bono, mas ainda assim o Sevilla era agressivo e parecia disposto a anotar o terceiro. Com o passar dos minutos, os giallorossi se colocaram mais no ataque, mas a apatia era tremenda. Com a situação sob controle, os andaluzes até viram um gol de Koundé ser anulado por impedimento. Os romanistas não apresentavam nenhuma intenção de reagir e sequer obrigaram o goleiro Bono a trabalhar. Nos acréscimos, de novo o Sevilla ficou mais próximo do terceiro. Éver Banega cobrou falta no capricho, mas carimbou o travessão. E antes do apito derradeiro, ainda caberia um cartão vermelho a Gianluca Mancini, como ponto final à exibição desastrosa dos italianos.

O Sevilla vinha de um final de temporada bastante positivo no Campeonato Espanhol, ao emendar vitórias e confirmar sua classificação à Champions por antecipação. É um time com suas carências, mas que se mostra bem treinado por Julen Lopetegui e consegue apresentar um bom nível competitivo. Além do mais, a fase de Lucas Ocampos anima a torcida. Não será surpreendente se brigar pelo título da Liga Europa mais uma vez, mesmo com concorrentes mais fortes. Na próxima fase, os espanhóis pegarão Olympiacos ou Wolverhampton.

Já a Roma decepciona. No dia em que foi confirmada a venda do clube, esperava-se muito mais dos giallorossi. A Liga Europa poderia representar bastante, assim como seria a última oportunidade de tentar ir à Champions. A impressão final foi desoladora, num time que pareceu não entender o peso da ocasião. A temporada havia terminado com a Serie A, pelo jeito.