O The Sun costuma ser um dos veículos de imprensa mais controversos do Reino Unido. O tabloide acostumado com polêmicas não tem problemas em carregar suas histórias de tinta para vender mais. Não à toa, há um boicote massivo dos torcedores do Liverpool, pela maneira como o jornal foi sensacionalista e colocou a culpa nas vítimas pela tragédia de Hillsborough, em 1989, trazendo histórias fantasiosas sobre como roubaram corpos e agrediram policiais. Rendeu um pedido de desculpas décadas depois. Agora, quem se recusa a falar com o Sun é Jürgen Klopp, mas por outros motivos.

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Neste sábado, o treinador não respondeu a uma pergunta feita por um repórter do Sun, após a vitória sobre o Barcelona na International Champions Cup. “Eu não converso com o The Sun nunca mais. É sobre algumas coisas que acontecerão nos próximos dias. Não é nada pessoal. Você pode escutar e escrever o que quiser, é assim que é”, declarou.

Já no dia seguinte, Klopp explicou sua decisão. O boicote acontece pela maneira como o jornal publicou uma história pessoal de Dejan Lovren no final de semana. “Eu penso que na vida, não importa o tamanho da figura pública, há coisas que precisam permanecer no privado. Algumas vezes as coisas precisam ter consequências”, completou. Uma posição bastante firme, e que raras vezes se nota, apesar dos absurdos que alguns veículos costumam publicar. Senso crítico que poderia ser muito mais comum – tanto no futebol quanto no jornalismo.