Daniel Alves foi uma das novidades da lista de Tite para a Copa América. Isso porque, embora experiente, não era convocado para a seleção brasileira há um ano, desde março, antes da lesão que o tirou da Copa do Mundo da Rússia. A braçadeira de capitão foi retirada do braço de Neymar e repassada ao lateral direito que, nesta quarta-feira, na vitória por 2 a 0 sobre o Catar, lembrou o quanto pode contribuir para a seleção brasileira, especialmente no campo de ataque.

Cabe questionamento à convocação de Daniel Alves por se tratar de um jogador com 36 anos, que não fez uma temporada particularmente muito boa, voltando do estaleiro, mas ele oferece ao setor ofensivo brasileiro uma dinâmica única em comparação com seus substitutos, como Danilo e Fágner, chamados à Rússia. O ponto fraco é a defesa, mas, como isso não é uma preocupação contra o Catar, ele teve liberdade para apoiar bastante o ataque.

O campeão asiático não foi páreo para o Brasil, nem mesmo com a saída precoce de Neymar, aos 20 minutos, com o tornozelo direito torcido. Ele passará por exames para ser avaliada a gravidade da lesão. Alguns minutos antes, os donos da casa haviam aberto o placar no Mané Garrincha com um cruzamento preciso de Daniel Alves pela direita para Richarlison cabecear. Foi o quarto gol do jogador do Everton em nove partidas pelo Brasil.

Aos 23 minutos do segundo tempo, o lateral direito do Paris Saint-Germain acionou Richarlison dentro da área. O Pombo deixou Gabriel Jesus na cara do goleiro Al-Sheeb para o terceiro gol do atacante do Manchester City nos últimos dois jogos da Seleção. Daniel Alves ainda chegou bem com uma bomba de fora da área, espalmada por Al-Sheeb e cruzou no lance do pênalti que foi marcado pelo árbitro e corrigido pelo assistente de vídeo.

Everton, com boa atuação, quase ampliou antes do intervalo, assim como Coutinho, atuando no meio-campo ao lado de Arthur e Casemiro. Na hora de defender, o Brasil montou uma linha de quatro meias à frente de Casemiro, guardião da linha defensiva, também com quatro homens. Gabriel Jesus iniciava a pressão aos defensores no campo de ataque.

Houve boas tramas entre os atacantes brasileiros e um segundo tempo que sinceramente não precisava ter acontecido, com exceção de um par de chegadas do Catar. Em uma, Ederson fez boa defesa em cobrança de falta. Na outra, o árbitro deu pênalti do goleiro do City em Abdulsalam. Khoukhi escorregou na hora de cobrar e carimbou o travessão.

O Brasil ainda enfrenta Honduras, no próximo domingo, antes de estrear na Copa América contra a Bolívia, em 14 de junho.